A final do Mundial de Clubes, hoje, às 15 horas (de Brasília), em Abu Dabi, vai trazer um novo ingrediente para a habitual comparação de disparidade entre europeus e sul-americanos. Real Madrid e Grêmio mostram o quanto filosofias opostas na montagem de elenco podem levar ao mesmo resultado. 
O favorito Real Madrid e o azarão Grêmio levarão a campo para a disputa do título mundial 22 jogadores escolhidos de acordo com maneiras antagônicas de planejamento. O rico time espanhol pode se dar ao luxo de contratar o reforço que desejar, porém admite ser difícil enfrentar um adversário montado a baixo custo e com atletas desprezados por outros clubes.
"O Grêmio merece estar na final, assim como nós. É um jogo só, então não há favoritos", disse em entrevista coletiva o técnico do Real, Zinedine Zidane. "Temos pela frente um adversário técnico, forte e que joga no contra-ataque. É um time bem melhor que o da semifinal (Al Jazira)", afirmou.
A equipe espanhola vai com força máxima para tentar ganhar o sexto título mundial. Para o Grêmio, a sonhada vitória teria o peso de uma façanha histórica, com a conquista do segundo título.