Uma guerra. É assim que a Argentina encara a partida de hoje contra o Peru, às 20h30 (de Brasília). A ameaça de não ir à Copa do Mundo de 2018, na Rússia, levou os argentinos a colocar o fair-play em segundo plano. Da escolha do local da partida, o caldeirão do estádio de La Bombonera, em Buenos Aires, à pressão declarada sobre os rivais, tudo está sendo preparado para que a seleção de Lionel Messi faça o que tem de fazer: vencer.
Em quinto lugar com 24 pontos (fica atrás do Peru no número de vitórias, 6 a 7), a Argentina tem de vencer para chegar ao último jogo - contra o Equador, em Quito, na próxima terça-feira -,
brigando pela vaga. Um empate não significará eliminação, mas a possibilidade não chegar nem à repescagem aumentará bastante. Derrota será tragédia.
Em meio à toda pressão, a Argentina também se preparou para ganhar na bola. O técnico Jorge Sampaoli não revelou o time, mas mantém astros como Messi, Biglia, Mascherano e Di María, e pode surpreender no ataque, trocando Icardi por Benedetto, artilheiro do Boca Juniors que conhece bem a La Bombonera. Dybala, que disse ser difícil jogar com Messi, foi barrado.
Sampaoli pediu o apoio incondicional dos torcedores argentinos. (E.C.)