Não foi uma grande festa nem uma noite de grande futebol na Arena Grêmio, em Porto Alegre. Mas o momento da seleção brasileira é tão bom que, mesmo sem empolgar, o Brasil chegou aos 36 pontos e conquistou o título simbólico das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, com três rodadas de antecedência. Foi a nona vitória consecutiva da seleção nesta fase classificatória, contagem que começou há um ano contra o mesmo Equador derrotado ontem por 2 a 0.
A presença de público ficou abaixo do que esperava a CBF quando anunciou o jogo para Porto Alegre, mas refletiu o que se via na capital gaúcha ao longo da semana. A torcida estava animada com a presença da seleção do conterrâneo Tite, mas frustrada com o alto preço dos ingressos, que chegaram a custar R$ 800 pelo preço de face. Ontem, menos de 37 mil pessoas pagaram para assistir a partida em uma arena com capacidade para 55 mil torcedores. O único setor do estádio que lotou foi o menos caro - todos os demais tinham lugares vagos, alguns com grandes clarões.
Os gols saíram apenas no segundo tempo. Preterido por Tite entre os 11 iniciais devido à falta de ritmo de jogo, Philippe Coutinho entrou nos primeiros minutos da etapa complementar na vaga de Renato Augusto. A mudança deixou o time mais ofensivo, jogou o Equador para seu campo, liberou Neymar da função de criação e fez o Brasil voltar à forma que vinha apresentando nas últimas partidas.
O momento do Brasil no jogo animou a torcida. Os gaúchos passaram a incentivar a seleção, que já se mostrava mais à vontade em campo. Paulinho, o jogador que tem estrela, abriu o placar aos 23 minutos, após cobrança de escanteio.
O gol foi a senha para começar a festa na Arena Grêmio, que ficou badalada de vez sete minutos mais tarde. Aquela altura, Gabriel Jesus abriu a chapelaria na grande área, encobriu um marcador, o zagueiro Arboleda, e entregou de bandeja para Philippe Coutinho ampliar. As vaias do primeiro tempo deram lugar aos gritos de olé. Não foi tudo o que se esperava, mas teve festa.