As dificuldades de um atleta profissional são imensas e a principal, certamente, é a financeira. Apesar de algumas estrelas já viverem do esporte, esta não é a realidade da maioria e muitos nomes sofrem com a escassez de investimentos e patrocínios.
O poaense Rodrigo Rossi, de 33 anos, formado em Educação Física e faixa preta segundo Dan de caratê, é um grande exemplo de esportista que precisa superar os desafios diariamente para seguir lutando e conquistando títulos.
"Tenho apoio da Secretaria de Esportes de Poá e agradeço o comandante da pasta Tonho de Calmon (Luiz Antonio Soares de Oliveira), no entanto para viver exclusivamente do Esporte estou buscando outros patrocínios junto a empresários. Não é algo muito fácil, mas espero conseguir, já que tenho conquistado bons resultados e com uma estrutura melhor, certamente, o desempenho em competições apresentará uma evolução", explicou Rossi.
O lutador nasceu com deficiência visual após sua mãe ter toxoplasmose durante a gestação. Aos 14 anos começou a praticar caratê em uma academia de Suzano e atualmente realiza as atividades da arte marcial por meio de um programa esportivo da Prefeitura de Poá todas as terças e quintas-feiras, das 18h30 às 20h30, no Centro de Lutas do município, com a equipe da Secretaria de Esportes comandada pelo mestre Douglas Santos.
Em 2013 obteve seu primeiro título representativo nos Jogos Regionais, na categoria convencional de Kumite e ganhou uma placa de Atleta do Ano na Câmara de Poá. Em 2015, no Campeonato Brasileiro de Caratê, a disputa obteve uma adaptação para atletas com deficiência, e Rossi foi o campeão. Este ano já ganhou as duas etapas classificatórias do Campeonato Paulista e uma do Brasileiro, disputada em Vitória (ES). Em outubro segue para Bahia, para tentar novamente a conquista do título nacional.
"Nesta trajetória já fui condecorado com nove medalhas de bronze, nove de prata e 12 de ouro, totalizando 30 medalhas, em diferentes competições. O que me levou a praticar este esporte foi o amor pelas artes marciais, que tenho desde pequeno. Hoje, o caratê faz parte da minha vida e é um instrumento para alcançar grandes conquistas. O esporte me proporciona a intensificação profissional e superação", concluiu Rossi.