É importante destacar que este cenário diverge pelas cinco regiões brasileiras. Aspectos econômicos, sociais e regionais interferem no desempenho da meta. Nota-se a alta desigualdade de oportunidades educacionais que os mais pobres têm em relação aos mais ricos.
Segundo os dados da PNAD/IBGE, os 25% mais ricos são os únicos que já atingiram a meta em 2015, com 86,6% dos jovens no Ensino Médio, enquanto os 25% mais pobres apresentaram desempenho inferior aos demais níveis, com 52,5% de jovens no Ensino Médio.
A desagregação por localidades urbana e rural é outro aspecto apontado na pesquisa. O indicador revela que a localidade urbana apresentou um crescimento nos últimos dez anos e a localidade rural teve uma queda entre 2014 e 2015. A taxa de matrícula dos jovens que moram nas cidades foi de 65,9%, maior que a registrada entre os jovens residentes em zonas rurais, que foi de 48,4%.
Um cenário que coloca em dúvida se as propostas debatidas acerca da reforma do Ensino Médio serão, de fato, implementadas em âmbito nacional. Será que as mudanças anunciadas conseguirão atender a todos que fazem parte deste ciclo? Eis a dúvida de alunos e educadores, que se preocupam, principalmente, com a ampliação dessas desigualdades que assolam a educação brasileira.