Apesar de não contar com Grêmio Estudantil, o Colégio Guarani, em Mogi das Cruzes, incentiva a participação dos alunos na gestão escolar. Por meio de ações que contribuam para a formação cidadã dos estudantes e abrindo um diálogo entre eles e direção, a escola se mantém na cidade há mais de 60 anos.
A coordenadora pedagógica dos ensinos Fundamental II e Médio da instituição, Luiza Elena de Souza, diz que, em questão da organização, eles buscam sempre o envolvimento. "Nós procuramos envolvê-los, promovendo a sua ligação com as ações para que possam sentir de perto e, posteriormente, como gerir certas questões na fase adulta", explica.
Entre as atividades de destaque da unidade está o Parlamento Estudantil, em conjunto com a Câmara Municipal. "Eles criaram alguns projetos de lei embasados dentro da Lei do Munícipio, desenvolveram essa ação e levaram para os vereadores. Nós fizemos cinco projetos, escolhidos entre 184 apresentados, e conseguimos eleger a bancada da mesa dos vereadores", conta Luiza. Para ela, essa proposta propiciou o entendimento do aluno sobre política. "Você não fala especificamente da política com o aluno, mas sim o seu contexto. Com isso, nós conseguimos desenvolver um trabalho com os 8º e 9º anos, fomos para a Câmara Mirim. Fizemos uma carta com o que nós desejaríamos para a comunidade dentro do prospecto escolar. Esse projeto contou com entorno de duas mil cartas, e destas somente cinco foram escolhidas. Nós somos a única escola da região Sudeste que vai representar um projeto na Câmara Mirim partindo do propósito de política na Câmara Federal".
Quanto ao ouvir a voz do aluno, o diretor administrativo do colégio, Paulo Carlos de Oliveira, conta que é o primeiro a abrir as portas para os alunos, isso quando ele não vai até os estudantes para ouvi-los. "É uma forma que a gente acaba adotando para fazer a escola participar, o aluno opinar, levantar os problemas, falar o que gostaria de fazer. São várias atividades que utilizamos esse mecanismo, mas ele só não é realizado em forma de grêmio", explica.
Luiza Elena finaliza destacando o trabalho de equipe do grupo. "Nós temos as representatividades de sala. Há sempre o aluno líder, e este é a voz da turma. Temos a mesma função de trabalhar com essas lideranças dentro da escola sem a necessidade específica da criação da entidade grêmio", conclui.