O processo de escolha de um grêmio estudantil é, muitas vezes, a primeira experiência democrática de muitos jovens. A Diretoria de Ensino de Itaquaquecetuba enxerga esse momento como um preparo para o pleito eleitoral que os aguardam durante a vida adulta. "A constituição do grêmio nas escolas da região, obrigatoriamente, deve passar pelo processo cívico da escolha de seus representantes, uma ação similar ao pleito eleitoral, e, portanto, um ato político", diz a dirigente Marli Rodrigues Siqueira Constantino.
A educadora considera essa experiência muito importante e única para alguns jovens. "Trata-se de uma iniciativa que prepara o adolescente para esse momento tão importante da vida adulta. O ganho pedagógico e de formação integral dos jovens que têm o privilégio de participar desse processo é grande, pois eles desenvolvem, desde já, a sua capacidade de negociação. Isso ocorre ao contribuir com as suas escolhas quanto aos representantes da sua unidade de esino. E, como sujeitos ativos, eles acabam consolidando a sua identidade como cidadãos", completa.
Para a dirigente, dar voz aos alunos na escola é abrir espaço para que eles tenham uma participação cada vez mais ativa nas decisões a serem providenciadas. "Desta forma, eles se sentem parte integrante e se responsabilizam também por estas decisões, e essa experiência não apenas favorece o cotidiano da escola como também contribui com as atitudes fora dos muros escolares", explica. "O comportamento da maioria dos alunos muda quando eles compreendem o seu espaço no mundo, favorecendo assim a construção da cidadania que o acompanhará por toda a vida", finaliza.