Cortada pela linha de trem (linha 12 da CPTM), contando com três estações, a de Aracaré, Manoel Feio e Itaquaquecetuba, e no entroncamento de grandes rodovias como a SP-66 (antiga estrada São Paulo - Rio); SP-56 (estrada de Santa Isabel) e Ayrton Senna, além da Mogi-Dutra (SP-88) e do Trecho Leste do Rodoanel Metropolitano de São Paulo, a cidade não tem grandes problemas para escoar seus produtos para os grandes centros, mas ainda enfrenta muitos dissabores quando se trata de mobilidade urbana.
Apesar de a cidade contar com a frota mais nova do Alto Tietê, os ônibus urbanos, controlados por contrato pela CS Brasil, são insuficientes (114 carros), os atrasos são constantes, as 26 linhas não conseguem atender a toda a população e a acessibilidade exigida para pessoas com mobilidade reduzida nem sempre está funcionando.
A Secretaria Municipal de Transportes não apenas admite que os serviços estão longe de ser suficientes ou mesmo adequados às necessidades da população de Itaquá. Cerca de 59 mil passageiros utilizam essas linhas, todos os dias, enfrentando atrasos e outros problemas. "Isso só será totalmente solucionado quando pudermos reabrir a concorrência para transportes de passageiros na cidade e adequar os termos dos contratos às nossas necessidades", explica o prefeito Mamoru Nakashima (PSDB), informando que, mesmo assim, eles estão fazendo o possível para melhorar agora.
A prefeitura criou equipes de fiscalização específicas para o transporte coletivo, com treinamento de todas as infrações que a empresa poderia cometer, usando como exemplo o sistema de notificações de Mogi das Cruzes.
De acordo com o prefeito, até 2012 nunca havia sido feito um trabalho de fiscalização de transporte coletivo na cidade e hoje há em torno de 1000 notificações de irregularidades, sendo que a empresa tem um prazo de 30 dias para apresentar defesa e as multas aplicadas variam de acordo com a infração cometida.
Mas os avanços na notificação de irregularidades não foi a única conquista da gestão de Mamoru. "Fizemos acordos com a empresa prestadora, para reformar os abrigos de espera, e trocamos 250 abrigos que antes estavam totalmente destruídos e onde antes mal havia um totem, numa doação de R$ 750 mil da CS Brasil, além de seis abrigos especiais em vidro, colocados nos pontos de integração, com iluminação, bancos, acessibilidade e painéis de LED informativos dos tempos de espera das linhas, que custaram por volta de R$ 20 mil, também doados pela CS", diz o prefeito.
Outras benfeitorias foram a reforma do Terminal Manoel Feio, que custou R$ 300 mil e foi feita pela prefeitura e a CS Brasil, além de melhorias na iluminação e paisagismo da praça "Juscelino Kubitschek" .