Ainda que a cidade tenha um dos hospitais estaduais (de retaguarda) mais bem conceituados, o Hospital Geral de Itaquaquecetuba Santa Marcelina, a cidade apresentava um quadro extremamente deficitário no atendimento básico , nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Unidades de Saúde da Família (USFs), Pronto Atendimento, Zoonoses, entre outros.
Em 2013, o prefeito Mamoru Nakashima (PSDB) assumiu a administração da cidade com dívidas que ultrapassavam os R$ 150 milhões, sem verba para pagar funcionários, pintar paredes, reformar prédios e conseguir equipamentos para atender a população.
"Além de equipamentos sucateados, pessoal desmotivado e prédios insalubres, encontramos um almoxarifado sem remédios, insumos de enfermagem, o que deixava o atendimento ao povo de Itaquá quase impossível. E, com as dívidas, a cidade não conseguia atrair crédito ou investimentos, tampouco entrar em convênios federais e estaduais para sanar seus problemas", explica Mamoru.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, William Harada, o primeiro momento foi de sanar as contas e garantir o custeio dos equipamentos de saúde. "Fizemos o possível para garantir a limpeza do nome da cidade para podermos voltar a atrair financiamentos que nos garantissem a melhora do que tínhamos (reformas de UBS, términos de obras de pronto atendimento, etc.) e depois começamos a melhorar quadros de funcionários, medicamentos, insumos para os procedimentos de saúde. Por fim, após isso, começamos a mudar o quadro da saúde de Itaquá", diz ele, explicando que muitas obras estavam paradas, como o caso de sete UBSs novas, que deveriam ser inauguradas na gestão anterior e estavam com algo em torno de 20% a 50% das obras iniciadas, mas paradas por conta dos recursos vinculados, terem sido gastos em outras áreas.
"Tomamos medidas amargas no início, como o fechamento do Pronto Atendimento do Centro. Mas conseguimos economizar, apenas aí, quase R$ 1,1 milhão em aluguéis", conta o prefeito.