Itaquaquecetuba é um município marcado pelas ocupações irregulares e acumula os transtornos gerados por este fenômeno, que se iniciou ainda na década de 1.920. Em 2013, quando assumiu a Prefeitura, Mamoru Nakashima (PSDB) se deparou com números alarmantes na Habitação. Cerca de 160 mil pessoas moravam em áreas de assentamento irregular (47% da população).
Como agravante, havia casos em que os terrenos eram ocupados por cinco casas, que depois eram loteadas, com a venda de suas lajes, sem qualquer controle sobre a ocupação e utilização do solo.
"O desafio da Prefeitura era imenso, sobretudo em virtude da dívida de R$ 150 milhões, herdada da gestão anterior. A inadimplência do município freava a emissão de recursos e a inclusão em programas sociais estaduais e federais", relembra o chefe do Executivo.
Num primeiro momento, os esforços se concentraram em firmar parcerias e dar andamento a projetos de unidades habitacionais para os bairros mais precários, com o intuito de tirar famílias das áreas de risco do município.
Ao longo desses quase quatro anos, a administração deu início ao maior programa de regularização fundiária da história da cidade, que resultou no início do processo de legalização de 184 áreas, por meio do programa "Cidade Legal". Mais de 700 famílias já estão com título de posse e escrituras de seus imóveis.
"A meta é que outras 60 mil famílias sejam beneficiadas com a documentação de suas casas e terrenos. Cerca de 1.500 moradias estão sendo construídas, sendo que 600 já foram sorteadas para moradores cadastrados. Até o fim deste ano, outras 900 famílias serão contempladas", comemora Mamoru.
No último sábado (3), o governo municipal assinou convênio com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), do governo do Estado, para a construção de mais 4 mil moradias, o que tira Itaquá do ranking nacional das cidades mais deficitárias neste segmento.
"Nunca se fez tanto no setor habitacional de um município como estamos fazendo. Tirar as pessoas das moradias de risco, regularizar a habitação. Melhorar a qualidade de vida delas. Dar dignidade", explica o prefeito.