Com 456 anos completados no último dia 8, Itaquaquecetuba, que já foi considerada o "problema" do Alto Tietê, mostra que com trabalho, boa vontade e compromisso com a gestão pública é possível mudar os indicadores para números muito mais positivos.
Nesta entrevista, o prefeito Mamoru Nakashima (PSDB), candidato à reeleição, faz um apanhado das conquistas destes quase quatro anos de sua administração.
Diário do Alto Tietê - Qual o maior motivo de comemoração neste aniversário?
Mamoru Nakashima - Creio que temos muito a comemorar em todos os setores principais da administração, mas o que mais me deixa feliz é o programa inédito de regularização de imóveis, o "Cidade Legal", que está legalizando 184 áreas e já beneficiou mais de 700 famílias, e os convênios para construção de moradias. Já estão sendo construídas 1,5 mil casas para o povo de Itaquá e mais 4 mil serão erguidas até 2018, tirando muita gente das áreas de risco.
Dat - Sabemos que o senhor assumiu uma prefeitura endividada, e sem recursos para fazer o mínimo necessário. Como essa questão foi resolvida?
Mamoru - Tivemos muito trabalho para ajustar as contas. Fizemos programas de recuperação fiscal, cortamos gastos em todas as secretarias e conseguimos não apenas pagar débitos, mas também recuperar o crédito e a vinda de recursos para a cidade. É bom se dizer que todas as obrigações da cidade não podem ser pagas só com IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e ISS (Imposto Sobre Serviço), nem com as taxas ou com o retorno dos impostos estaduais e federais recolhidos aqui. É preciso buscar parcerias, entrar em todos os convênios possíveis para conseguir dar o que o povo precisa: Educação, Saúde, Segurança, moradia, etc.
Dat - Qual a maior prioridade no momento?
Mamoru - Eu costumo andar muito pela cidade e conversar com as pessoas para saber o que está acontecendo. E ainda temos que trabalhar muito para a cidade melhorar. Mas o que ainda tem muita queixa é o Transporte. Temos que fazer muita coisa para melhorar. Mesmo que tenhamos trocado abrigos de ônibus e colocado mais ônibus nas ruas, isso ainda não atende o que a cidade precisa. E vamos continuar lutando para chegar ao que desejamos, que é ônibus sem atrasos, com cobradores nas linhas e, se possível, passe livre estudantil.
Dat - Com a crise econômica brasileira, como está a cidade na questão de trabalho?
Mamoru - Com todos os problemas que o Brasil está vivendo, algumas prefeituras nem estão pagando seus funcionários. Mas nós lutamos para manter as contas no azul e continuamos buscando parcerias que façam a economia da cidade crescer, como o caso do Itaquá Garden Shopping, que vai gerar 5 mil empregos diretos e indiretos. Temos que comemorar também a vinda do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFSP), que vai qualificar a mão de obra na cidade e colocar mais pessoas no mercado de trabalho.
Dat - Que outros benefícios a sua gestão conseguir?
Mamoru - Foram muitas. Na Saúde conseguimos tirar Itaquá de um quase nada de prédios sem condição de atendimento para uma cidade com duas unidades de atendimento 24 horas, uma Central de Saúde que unificou todos os serviços da Secretaria Municipal de Saúde, um laboratório próprio, reformas de Unidades Básicas de Saúde (UBSs), ambulâncias novas, etc. Mas conseguimos muito mais em todas as áreas. As academias ao ar livre, por exemplo, trouxeram a possibilidade de a população se exercitar e ter mais qualidade de vida, assim como a reforma do Parque Ecológico. E vamos fazer mais ainda se tudo der certo.
Dat - Na Educação, também se conseguiu avançar?
Mamoru - Acho que foi a área que mais avançou no nosso governo. Conseguimos criar mais de 4 mil vagas nos ensinos fundamental e infantil, abrimos três novas escolas de ensino fundamental e cinco creches. Distribuímos 38 mil kits escolares com uniformes e material completo, além de conseguir fornecer mais de 41 mil refeições diárias balanceadas para as crianças de nossas escolas municipais.
Dat - Qual mensagem deixa para a população?
Mamoru - Quero que o povo de Itaquá saiba que nunca vou deixar de andar pela cidade e saber quais os problemas que eles têm para procurar a melhor solução. Foi falando com as pessoas que eu cheguei onde estou e foi assim que aprendi que, às vezes, para cuidar de uma cidade, podemos usar saídas simples, mas sempre teremos que trabalhar muito.