Regina Campanelli, delegada de polícia responsável pela Delegacia de Defesa da Mulher de Arujá e pela Delegacia de Santa Isabel, destaca o enfrentamento a violência contra a mulher. Para ela, o tema precisa ser enfrentado com muita seriedade, principalmente na região do Alto Tietê. “Todos os dias, nas delegacias da nossa região, nós recebemos mulheres que chegam machucadas, algumas no corpo, outras profundamente abaladas emocionalmente”, conta.
A delegada alerta que a violência doméstica quase nunca começa com agressão física: “Ela começa bem antes, com o controle, com o ciúmes excessivo, com a humilhação, com o isolamento. Pequenas violências que, quando não são interrompidas, acabam evoluindo para situações cada vez mais graves”.
Na região, segundo ela, o combate a esse tipo de crime tem sido intensificado, por meio de investigação qualificada, acolhimento às vítimas e aplicação rigorosa da Lei Maria da Penha. “As medidas protetivas são solicitadas com rapidez e, quando há descumprimento, a prisão do agressor pode ocorrer de maneira imediata. Mas é importante dizer, a polícia é, sim, fundamental, mas a conscientização da sociedade também é”, ressalta.
A recomendação da delegada é para que mulheres vítimas de violência procurem ajuda em uma Delegacia da Mulher ou qualquer unidade policial. “Se você conhece alguém que esteja passando por essa situação, não se calhe. Muitas vezes, uma denúncia pode salvar uma vida. Combater a violência doméstica é proteger mulheres, é proteger famílias inteiras e impedir que crianças cresçam em ambientes de violência. E aqui no Alto Tietê, a nossa mensagem é clara: Violência contra a mulher é crime e será combatida”, concluiu.