O Alto Tietê registrou 30 ocorrências de afogamento em 2025, segundo levantamento com base no Sistema de Dados Operacionais (SDO) do Corpo de Bombeiros. Desse total, 15 são ocorreram em Mogi das Cruzes. O número regional representa aumento de 20% em relação a 2024, quando foram contabilizados 25 casos. Além de Mogi, o balanço inclui as cidades de Suzano, Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos, Poá, Guararema, Salesópolis e Biritiba Mirim.
O levantamento dos Bombeiros aponta ainda que 2026 já soma cinco ocorrências na região, sendo duas registradas em Mogi. As cidades de Suzano, Ferraz e Guararema registraram um caso de afogamento cada. Os dados consideram atendimentos classificados como afogamento em curso e busca de cadáver em rios, córregos, represas e lagos, quando é registrada a morte.
Segundo os Bombeiros, Mogi concentrou 15 ocorrências de afogamentos em 2025, e nove em 2024 — aumento de seis casos, o que representa uma alta de 66,7%, o maior percentual da região. Já Suzano aparece na sequência, com registro de nove ocorrências, mesmo número do ano anterior.
As cidades de Ferraz, Itaquá e Salesópolis tiveram dois casos cada em 2025, segundo o levantamento. Em Ferraz e Itaquá, o número se manteve igual ao de 2024, enquanto Salesópolis apresentou redução em relação aos três registros do ano passado, com queda de 33,3%.
Tanto Biritiba quanto Guararema contabilizaram uma ocorrência em 2025, contra duas no ano anterior — redução de 50%. Entre as cidades analisadas, apenas Poá não registrou ocorrências no ano passado, assim como em 2024.
Série histórica
Desde 2017, o maior número de afogamentos registrados na região foi no ano de 2020, com 46 casos. Em 2021 houve queda para 27, e com aumento no ano seguinte, para 35 ocorrências. Uma nova queda ocorreu em 2023, com 29, registros, e em 2024, foram 25 afogamentos — o menor patamar da série.
Prevenção
O Corpo de Bombeiros grande parte dos afogamentos pode ser evitada com supervisão constante e uso de colete salva-vidas, principalmente no caso de crianças próximas à água. Em regiões com represas, a corporação orienta atenção redobrada, pois, assim como em rios e cachoeiras, pode haver desníveis, pedras escorregadias e mudanças bruscas de profundidade. A recomendação também é não superestimar a própria capacidade de nadar e evitar entrar na água após consumir bebida alcoólica.
Em caso de emergências, o número de contato é o 193. Os Bombeiros reforçam que o chamado deve ser feito imediatamente ao identificar uma situação de afogamento ou risco dentro da água.