As dez cidades do Alto Tietê ainda têm 775 telefones de uso público, mais conhecidos como orelhões, segundo levantamento do Grupo Mogi News com base em dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Mogi das Cruzes concentra a maior parte, com 263 aparelhos, pouco mais de um terço do total. Salesópolis registra o menor número, com 14 unidades. Os aparelhos estão com os dias contados, porque, a partir deste ano, como divulgado nesta semana pelo Governo Federal.
Na sequência do ranking regional aparecem Suzano e Itaquaquecetuba, com 122 e 106 aparelhos, respectivamente. Juntas com Mogi, essas três cidades concentram a maior parte dos telefones ainda existentes na região. As demais cidades têm menos de 100 unidades cada: Ferraz de Vasconcelos soma 64 aparelhos, seguida por Poá, com 59, e Arujá, com 53. Santa Isabel tem 43, Guararema 27, Biritiba Mirim 24, e Salesópolis fecha a lista com o menor número.
De acordo com o Governo Federal, as empresas de telefonia fixa não terão mais a obrigação de manter os orelhões, já que, em dezembro de 2025, foram encerradas as concessões do serviço de telefonia fixa das empresas responsáveis. A rede de telefones de uso público no Brasil já chegou a ter mais de 1,5 milhão de unidades, mas atualmente existem cerca de 38 mil espalhadas pelo país, segundo a Anatel.
Atualmente a maioria dos aparelhos se concentra em São Paulo, que tem quase 28 mil em operação, seguida por Bahia e Maranhão. Apenas cerca de 9 mil continuarão ativos em localidades sem cobertura móvel adequada, conforme previsão da Anatel, até 31 de dezembro de 2028. Com o fim das concessões, as empresas devem garantir o funcionamento de orelhões apenas onde não houver cobertura móvel suficiente.
As operadoras, segundo a Anatel, assumiram compromissos de investimentos em infraestrutura, incluindo expansão da rede móvel, implantação de fibra óptica, conectividade em escolas públicas e instalação de antenas em áreas sem sinal 4G, conforme informou a Anatel.