Mogi - Assim como as demais cidades do Alto Tietê, o município necessita estabelecer de forma mais assertiva políticas públicas que tratem da destinação de animais de estimação falecidos - é o que aponta a vereadora Fernanda Moreno (MDB), em entrevista ao MogiNews/DAT.
A citação se refere ao mais recente caso de descarte de animais ocorrido na cidade, no distrito de Jundiapeba, na última terça-feira. Segundo relatos da comunidade, 11 animais de estimação foram encontrados em um terreno baldio - muitos deles com sinais de que haviam passado por intervenção cirúrgica ou tratamento veterinário.
O gabinete da vereadora entrou em contato com uma Organização Não-Governamental (ONG) dedicada à causa do bem-estar dos animais, que recolheu os corpos e manteve em refrigeração, além de contatar as autoridades competentes sobre o ocorrido. Durante a semana passada, a Polícia Ambiental do Estado de São Paulo começou ruma apuração para tentar identificar os tutores e a origem dos animais.
Segundo a vereadora, há a possibilidade de que o descarte tenha sido feito por pessoas ligadas a clínicas veterinárias em outras cidades ou de outra região que efetuam o descarte irregular após o falecimento dos mascotes. "Diferentemente do que ocorre com as pessoas, não há um protocolo público para a destinação dos corpos dos animais, ficando sob responsabilidade do tutor. Em muitos casos, ele efetua o pagamento, e muitos lugares acabam por terceirizar o serviço. Esta é uma prática mais comum do que se imagina, infelizmente", apontou Fernanda.
Os danos vão para além do desrespeito com os animais e o abuso da boa-fé dos tutores, o descarte irregular pode trazer problemas para o meio-ambiente e a saúde pública. "Corpos de animais, quando abandonados em espaço aberto, podem servir como vetores de doenças, além de contaminar o solo, representando um risco para a comunidade", lembrou a vereadora.
A parlamentar informou que, no passado, encaminhou indicações para o poder Executivo pedindo estudos para a implantação de um crematório para animais, ou a realização de uma parceria público-privada (PPP) para dar destinação adequada aos animais. "Até alguns meses, a empresa que prestava serviços de limpeza urbana na cidade contava com um serviço de retirada dos animais que morriam. Mas hoje não há um protocolo definido sobre esta demanda", explicou.
Fernanda Moreno orientou a população a procurar o setor de Zoonoses da Prefeitura, tanto presencialmente quanto por telefone, para obter as orientações adequadas sobre como proceder em caso de morte de um animal de estimação. "Sobre o caso do descarte no distrito de Jundiapeba, quem tiver informações que possam ajudar a identificar a origem destes animais pode e deve procurar as autoridades", concluiu.
O serviço de Zoonoses da Prefeitura de Mogi das Cruzes pode ser acionado pelo telefone 4792-8585. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, ds 8 às 17 horas.