Um levantamento do grupo MogiNews/DAT junto à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) demonstrou que a média do Sistema Produtor Alto Tietê (Spat) está abaixo dos 40%. O sistema Alto Tietê é um dos sistemas que abastece os mais de 30 milhões de moradores da Grande São Paulo.
Segundo dados divulgados pela Sabesp na quinta-feira, a média dos reservatórios que compõem o Spat está em 39%, representando um total de 218,52 hectômetros cúbicos de água - um hectômetro é o equivalente a 1 milhão de litros. Em 21 de outubro do ano passado, os reservatórios tinham 56,7% da capacidade, com 317,49 hectômetros cúbicos, o que representou uma queda de 31,17% em relação ao volume registrado no ano passado.
Um dos fatores é a média das chuvas no mês de outubro. O acumulado de chuvas foi de 72,3mm, que ficou abaixo da média histórica de 110,3mm para o mês, no entanto, o volume de chuvas foi maior do que o registrado em outubro de 2020, com 35,4mm - o que representa um aumento de 104,23% no montante de chuvas.
O Sistema Alto Tietê é composto por cinco reservatórios: Paraitinga, Ponte Nova, Biritiba, Jundiaí e Taiaçupeba. Destes, o que atualmente possui menor volume de água é o Paraitinga, com 7,48 hm³ - 20,27% de sua capacidade.
O reservatório com maior volume é o Ponte Nova, com 152,72 hm³ (46,37% do total). Entretanto, o reservatório que está com a menor porcentagem é o Jundiaí, com 12,55 hm³ e 16,93% de seu potencial. Além destes, o sistema Taiaçupeba, em Suzano, conta com 36,42 hm³ e 42,75% de sua capacidade, enquanto que o reservatório Biritiba conta com 9,35 hm³ e nível estimado em 26,90%.
Dos cinco reservatórios do Alto Tietê, dois deles apresentam nível abaixo do que foi registrado no ano passado: o Paraitinga (em 2020 ele tinha 23,91 hm³e 64,82%) e o Ponte Nova (270,84 hm³ e 82,23%). Os demais apresentam números melhores que do ano passado.
Grande SP
O Spat é o segundo maior reservatório da Região Metropolitana de São Paulo, perdendo apenas para o Cantareira, que hoje tem 277,26 hm³, mas se encontra com 28,2% de sua capacidade máxima, estando próximo da utilização de sua reserva técnica (conhecida como "volume-morto").