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O hábito de recorrer a máscaras para conter a disseminação do coronavírus passou pela dúvida sobre se a população deveria utilizar ou não, mesmo sem apresentar sintomas do vírus. Mas isso foi superado há algumas semanas, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde começaram a recomendar o equipamento para toda a população que precisa sair de casa.
No entanto, nem todo mundo sabe utilizar a máscara, que não é um item totalmente eficaz contra o vírus. Segundo o enfermeiro de controle de infecção hospitalar, Kleber Thiago Gomes da Silva, a máscara funciona como uma barreira física para as partículas do vírus, que são transmitidas pelas gotículas, quando uma pessoa tosse ou até mesmo espirra. "A nova recomendação é que todos utilizem o equipamento. A pessoa pode usar máscaras caseiras ou mais profissionais, mas a recomendação é deixar os equipamentos especializados com os profissionais da saúde", explicou.
Para ser eficiente como uma barreira física, a máscara caseira precisa seguir algumas especificações simples. É preciso que o item tenha pelo menos duas camadas de pano, ou seja, dupla face. E mais uma informação importante: ela é individual. Não pode ser compartilhada com ninguém. As máscaras caseiras podem ser feitas em tecido de algodão, tricoline, TNT ou outros tecidos, desde que desenhadas e higienizadas corretamente.
De acordo com o enfermeiro, depois da utilização do equipamento doméstico, a pessoa precisa lavar todos os dias com água e sabão. "Tanto na utilização como na lavagem, a pessoa precisa manipular com cuidado e sempre pelas alças, evitando tocar nas máscaras sempre que possível. Elas também não devem ser usadas no queixo ou de forma incorreta que não seja na região do nariz e boca", explicou Silva.
Há também a recomendação para o tempo de uso da máscara caseira. As pessoas que ficarem mais de quatro horas na rua devem levar uma segunda unidade para usar após este período e garantir a sua proteção.
Além da utilização das máscaras, outra ação simples e igualmente importante é a recomendação para lavar as mãos. Para o enfermeiro Rodrigo Romão, isso deve ser feito com frequência. "Não dá para considerar apenas a utilização de um equipamento, as pessoas precisam lavar as mãos, isso é o mais importante, porque o vírus não resiste ao sabão", ensinou.
A ação pode ser feita com qualquer tipo de sabão. A pessoa só precisa lavar as mãos de uma forma correta, esfregando todos os dedos, a palma e também as unhas. Para pessoas que preferem utilizar luvas, Romão explicou que o equipamento não serve tão bem como o sabão e o gel. "A luva é uma falsa proteção, porque ela ainda vai tocar nas coisas e depois tocar no rosto, é intuitivo. Por isso, não é recomendada sua utilização", advertiu.
Outra recomendação dos profissionais é de que as pessoas não saiam de casa, evitando ao máximo a locomoção desnecessária, seguindo à risca o isolamento social. Caso precise sair de casa, lave as mãos com água e sabão; se fizer uso de máscaras, tocar somente nas abas, evitando o contato com a frente da máscara e, ao tossir, faça-o sempre em direção ao cotovelo.
*Texto supervisionado pelo editor.
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