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A situação dos mogianos que procuram botijões de gás na região está cada vez mais difícil devido à crise provocada pelas restrições comerciais do coronavírus. Há quase duas semanas sem encontrar revendedores, os consumidores precisam ligar para diversas unidades na tentativa de achar o produto.
Da noite para o dia, a contadora Maria da Gloria de Oliveira Leite, de 64 anos, sentiu as dificuldades para encontrar os botijões. Ela conta que tentou ligar para dez revendedores e foi pessoalmente em pelo menos cinco unidades. "Muitos sequer possuem telefone. Quem tem, atende com grosseria, dizendo que não possui o produto e não sabe quando ele chega", relatou.
Moradora da rua Coronel Cardoso de Siqueira, Maria da Glória diz que saiu de casa às 8 horas para tentar encontrar o produto. Como faz parte do grupo de risco de contaminação do coronavírus, ela foi com o filho para que ele pegasse o botijão. Em uma loja que havia anunciado a chegada de um caminhão com 80 unidades, a senhora acabou se deparando com uma fila com mais de 40 pessoas.
Após esperar na fila por seis horas, a contadora e outras 70 pessoas conseguiram pegar o item no valor de R$ 68. "Vamos ver quanto tempo vai durar. Em casa eu uso um botijão por mês, depois disso vamos ter que ir na luta novamente", disse Maria.
O governo do Estado anunciou nesta semana uma medida para a fiscalização nas unidades revendedoras de gás para verificar se o produto comercializado está abaixo de R$ 70. Caso em alguma loja o valor exceda o limite, o consumidor deve entrar em contato com o Procon mais próximo para denunciar.
*Texto supervisionado pelo editor.
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