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Apoiadores do movimento que pede o fim da quarentena total, imposta para diminuir a taxa de contágio do coronavírus (Covid-19), se reuniam às 17 horas de ontem, durante carreata em frente à Prefeitura de Mogi das Cruzes, para pedir a reabertura do comércios. Cerca de cem carros ocuparam parcialmente a avenida Narciso Yague Guimarães.
O movimento começou a ganhar força depois que presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), se pronunciou em cadeia nacional pedido que os brasileiros voltassem ao trabalho, contrariando as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e demais entidades que defendem o isolamento social para conter a pandemia.
Segundo um dos organizadores, o comerciante Marcel Guazzelli, o encontro não teve propósito políticos, mas apenas mostrar à população que nem tudo pode fechar. "Nós acreditamos que com essa parada, os prejuízos econômicos que irão surgir lá na frente, como desemprego e perda da renda, irá ocasionar em mais morte do que o vírus. Por isso acreditamos na reativação da economia o quanto antes", explicou.
Marcelo Misael da Rocha é caminhoneiro e trabalha transportados os produtos da região para outros locais. Para ele, o trabalho de motoristas autônomos foi "brutalmente" prejudicado. "Eu concordo com o isolamento de idosos e crianças, mas nem todo mundo precisa parar desse jeito", disse.
Para o prefeito Marcus Melo (PSDB)a medida de isolamento é necessária para salvar vidas. "Se colocar no Google, procure saber o que a carreata que exército fez na Itália, estava levando corpos", comparou. Na segunda-feira haverá também uma nova carreata contra as medidas de quarentena.
*Texto supervisionado pelo editor.
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