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A maior manifestação contra a instalação da praça de pedágio na rodovia Mogi-Dutra (SP-88) acontecerá amanhã, com participação inédita dos caminhoneiros, que aderiram ao movimento e com a promessa de um encontro futuro entre o grupo e o vice-governador do Estado, Rodrigo Garcia (Democratas).
Com a meta de assinaturas do abaixo-assinado superada, o grupo, liderado pelo professor mogiano Paulo Bocuzzi e outros moradores de outros condomínios próximos, que serão diretamente prejudicados com a instalação da praça de cobrança na rodovia Mogi-Dutra, se reunirá mais uma vez para protestar contra o projeto da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp).
A entrada dos caminhoneiros no movimento contra o posto de cobrança se deu por uma "união natural", como chamou Bocuzzi, entre o Sindicato de Transportadores de Cargas Autônomos de Mogi das Cruzes e Região e o movimento "Pedágio Não", o que deve aumentar o ato não só em número, mas também em força. "A ideia é mostrar para o poder público do Estado, que é responsável por essa proposta, os prejuízos que o pedágio trará para a região", disso o organizador Bocuzzi.
Vice de Doria
Ao passo que a movimentação popular aumenta na cidade, o apoio político continua intenso. Em reunião na tarde de ontem dos líderes do movimento, o deputado estadual Marcos Damasio (PL) prometeu ao grupo agendar o encontro do grupo com o vice-governador, Rodrigo Garcia, o que, para Bocuzzi, pode representar mais um passo em direção ao objetivo popular. A reunião pode ser agendada para a próxima semana, a depender da agenda do representante do Estado. "O movimento tem estudos e bons argumentos para apresentar ao governo. Vamos tentar agendar essa reunião o quanto antes, pois a não instalação desse pedágio é um anseio de todos os moradores de Mogi e do Alto Tietê", disse o deputado.
abaixo-assinado
A intenção do grupo é apresentar para o vice-governador Garcia a insatisfação da população contra a proposta do pedágio, com as assinaturas do abaixo-assinado que já superaram as metas propostas, e a vertente técnica do movimento, visto que o grupo começou a receber apoio jurídico intenso. "A gente tinha como meta 30 mil assinaturas eletrônicas e 10 mil físicas. Hoje a gente já tem mais de 33 mil assinaturas no online e já batemos a meta de pessoas que assinaram o físico, em mais de 70 pontos espalhados pela cidade", informou Bocuzzi, indicando ainda que tais números servirão como argumento contra o governo do Estado.
Os responsáveis pela manifestação afirmaram já ter notificado a Polícia Militar e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), responsável pela via, e aguarda, do sindicato dos transportadores, uma estimativa de veículos que devem integrar o movimento.
Questionado pela reportagem, a assessoria do prefeito Marcus Melo (PSDB) não informou se o chefe do Executivo mogiano participará da manifestação, nas não descartou a hipótese.
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