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As incertezas continuam persistindo para os ex-funcionários da antiga gestora da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Oropó, a Pró-Saúde. No começo da semana, a prefeitura informou que a tentativa de retirar R$ 1.443.854,54 das contas da Organização Social (OS) para pagar as verbas rescisórias dos trabalhadores não foi realizada, pelo fato das contas estarem zeradas.
De acordo com os ex-funcionários, que não quiseram se identificar, a determinação da Justiça de bloquear a conta da Pró-Saúde, que aconteceu no dia 12 dezembro de 2019, havia sido uma esperança em receber o pagamento da rescisão trabalhista, a liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e a baixa na Carteira de Trabalho, no entanto, nesta semana, a prefeitura informou para os ex-funcionários que a Justiça havia realizado o bloqueio de sete contas da Pró-Saúde, mas nenhuma possuía o valor das rescisões.
A esperança da prefeitura era de resgatar os valores, para que acontecesse um repasse ao município e, na sequência, o pagamento das verbas rescisórias dos funcionários que prestavam serviços na UPA Oropó.
A surpresa deixou cerca de cem funcionários sem ter o que fazer, pois muitos estão dependendo da decisão. Alguns trabalhadores relataram que irão entrar com ações individuais por falta de opções, sendo o processo trabalhista a última alternativa que encontraram após o ocorrido.
Para Rodrigo Romão, diretor do Sindicato dos Enfermeiros de São Paulo, a situação mudou completamente de como estava sendo apresentada no começo do ano. "Infelizmente, essa situação acabou desanimando todos os funcionários. Agora nós iremos tentar entrar em contato com a Pró-Saúde para tentar, pelo menos, a baixa na carteira. Se isso não acontecer, vamos pensar em uma ação coletiva'', disse.
Em nota, a Prefeitura de Mogi das Cruzes explicou que solicitou o bloqueio de outras contas em nome da Pró-Saúde e está buscando outras medidas judiciais para garantir o pagamento dos trabalhadores da UPA do Oropó.
A Pró-Saúde, por sua vez, explicou que todos os valores provisionados no decorrer do contrato foram direcionados para cobrir os custos de manutenção e continuidade dos serviços prestados à população atendida na UPA, por este motivo as contas da unidade estavam zeradas. No momento, a entidade informou que ingressou com processo judicial para o recebimento dos repasses não realizados pela prefeitura, para que possa efetuar o pagamento dos valores rescisórios.
*Texto supervisionado pelo editor.
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