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Todo início de ano, os pais têm a difícil missão de comprar os materiais escolares de seus filhos. As aulas estão voltando, e, com a proximidade do primeiro dia, maior é a ansiedade dos estudantes pelos novos acessórios que acompanharão a sua jornada letiva. Esta expectativa tem contribuído para o aquecimento das vendas no comércio especializado.
A tecnóloga e mãe Paula Carneiro, 40 anos, já está comprando os materiais solicitados pelas escolas de seus filhos, e ela diz que o preço está um pouco elevado. "A escola sempre envia a lista do que é necessário. O problema é que eles especificam as marcas e ficamos sem opção de escolha. Temos que comprar o que é mais caro", lamentou.
No centro de Mogi, há vários estabelecimentos que vendem materiais escolares, o que acaba ajudando na praticidade e na economia de tempo, como comentou Paula. "Às vezes, eu compro os materiais em São Paulo. Por falta de tempo e praticidade, neste ano, eu comprei no centro da cidade, e eu senti a diferença no preço", complementou.
O aposentado José de Aguiar Santos Filho, 53, que estava comprando os materiais para o seu filho Victor, também destacou o aumento dos preços. "Em relação ao ano passado, o valor aumentou bastante", disse. "Estou comprando os materiais, porque as aulas já estão para começar, mas o atendimento está devagar. Estou tendo que esperar bastante para finalizar as compras", comentou, destacando a grande movimentação nas lojas.
O maior movimento foi confirmado pelos proprietários das lojas especializadas, que, ao perceber o aumento dos consumidores, se mostram otimistas. Cristina Nishina, 55 anos, é uma delas. "O movimento está cada vez maior, inclusive, superando o início do ano passado. Nós estamos fazendo muitos orçamentos, mas a maioria dos pais já vem e compra. Neste ano, as pessoas estão comprando mais", comentou.
Segundo a comerciante, o preço dos materiais escolares, em geral, não aumentaram muito, apenas os produtos importados que tiveram um reajuste maior. "A maioria dos produtos estão com o mesmo valor, mas, com a alta do dólar, os importados tiveram aumento", explicou.
A proprietária Ester Utsunomiya, 62, disse que, em sua loja, também houve um aumento nos itens que são importados. "Boa parte dos nossos os produtos são importados, por isso, com o aumento, também tivemos de seguir os novos valores", concluiu a comerciante.
*Texto supervisionado pelo editor.
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