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Depois de dar auxílio aos moradores de Suzano no ano passado, a unidade do Centro de Referência e Apoio à Vítima (Cravi) foi oficialmente inaugurada ontem à tarde pela Prefeitura de Suzano e também pelo Estado. Desde a tragédia na Escola Estadual Professor Raul Brasil, no dia 13 de março de 2019, o Cravi vem realizando diversos tipos de atendimentos a pessoas e familiares que foram alvo de crimes violentos.
Durante o evento em Suzano, o prefeito Rodrigo Ashiushi (PL) apontou a importância do Cravi no município e também destacou a sua relevância no Alto Tietê, sendo a primeira unidade da região. "Hoje, nós damos mais um passo importante para podermos ser solidários com as famílias e com o nosso povo. É importante destacar, também, que não são somente as famílias do caso da Raul Brasil, mas também outras vítimas, que passam por diversas situações", destacou o prefeito.
O espaço, que fica localizado na prefeitura, prestará serviços gratuitos aos familiares e vítimas de crimes violentos, como homicídio, feminicídio e latrocínio, por meio de encaminhamentos dos órgãos de justiça, saúde, educação e assistência social. Na unidade de Suzano, são cinco funcionários, sendo dois psicólogos, uma assistente social e um funcionário no admnistrativo.
Segundo o secretário de Estado da Justiça e da Cidadania, Paulo Dimas Mascaretti, o Cravi está se expandindo pelo Estado, tornando-se peças fundamentais no auxílio às vítimas. "Aqui em Suzano, nós tivemos a oportunidade de fazer este espaço bonito e acolhedor, que auxiliará a região. Também estamos estudando em outros municípios, como Mogi das Cruzes, mas iremos pela demanda", disse.
A presidente da Associação de Assistência à Mulher, ao Adolescente e à Criança Esperança (Aamae), Silvia Rangel, que ficará como responsável do local, apontou que a unidade possui uma meta de 30 atendimentos no começo do ano. No entanto, conforme a unidade for atendendo, os planos vão mudando.
Histórico
O Cravi chegou em Suzano para atender as famílias que passaram pela tragédia na escola Raul Brasil. Desde então, o espaço vem desenvolvendo atividades de acolhimento e atendimento psicossocial e jurídico às vítimas do massacre.
De acordo com o governo, entre 13 de março até o dia 25 de junho de 2019, foram realizados 17 plantões e 572 atendimentos individuais, além de rodas de conversa para alunos, funcionários, pais e professores.*Texto supervisionado pelo editor.
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