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Na representação da Operação Mácula, deflagrada ontem, a Procuradoria do Rio Grande do Norte destaca a "'cristalina existência de fortes indícios" de que o navio petroleiro NM Bouboulina, da empresa grega Delta Tankers, teria sido o navio envolvido com o vazamento de petróleo que gerou "uma poluição marinha sem precedentes na história do Brasil".
A representação do Ministério Público Federal (MPF) do Rio Grande do Norte é assinada pelos procuradores Victor Manoel Mariz e Cibele Benevides Guedes da Fonseca, que indicam ainda que há fortes indícios de que a Delta Tankers, o comandante do navio mercante e a tripulação deixaram de comunicar às autoridades acerca do derramamento de "petróleo cru" no oceano Atlântico.
Na manhã de ontem, a Polícia Federal realizou buscas em dois endereços do Rio de Janeiro - da Lachmann Agência Marítima e da empresa Witt O Brien's. As companhias teriam relação com o navio petroleiro de bandeira grega.
As companhias, que teriam relação com o navio grego não são vistas como suspeitas, segundo o delegado Agostinho Cascardo, mas podem ter arquivos, informações e dados que sejam úteis.
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