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O técnico do Mogi Basquete, Jorge Guerra, o Guerrinha, se disse surpreso com o desempenho do time no começo da temporada do Novo Basquete Brasil (NBB), na qual o time mogiano conseguiu quatro vitórias em quatro jogos - Paulistano e São Paulo, fora, e Corinthians e Pinheiros, em casa. Hoje, a equipe enfrenta o Bauru, às 12h50, no interior paulista, com transmissão pela Band.
"Uma surpresa em termos de atitude, de aceitação e de reproduzir aquilo que estamos treinando, mas o resultado, sim, é fora da realidade. Nossa equipe hoje é intermediária, para baixo, que pode, se tudo der certo, ir para cima", descreveu o treinador Guerrinha.
Para ele, o cenário do basquete brasileiro se divide em três escalões. Mogi figura em um grupo com diversos times intermediários, que podem, ou não, disputar as primeiras posições. Franca e Flamengo, por seus elencos, estariam acima de todos, seguidos de perto por Corinthians, São Paulo e Minas, com investimentos significativos.
"Depois, viria o grupo com muita gente: Paulistano, Pinheiros, Mogi, Bauru, Botafogo, e até surpresas como o Brasília. Nesse grupo intermediário você pode estar em cima ou em baixo", avaliou Guerrinha, afirmando que o bom desempenho do time mogiano se dá principalmente pelo jogo coletivo intenso.
Com semana cheia de treinos, o Mogi Basquete quer manter hoje a invencibilidade e continuar nas primeiras posições. O time não contará com o armador Alexey Borges, que se recupera de uma lesão na perna esquerda. Mudanças foram treinadas durante a semana, mas nada "estrutural", como disse Guerrinha. "Lógico que temos de fazer algumas modificações sem o Alexey, a configuração da equipe muda em algumas situações de ataque de defesa", concluiu.
Mesmo com a química dentro de quadra, em entrevista à reportagem, Guerrinha não deixou de cobrar reforços ao Mogi Basquete, principalmente um pivô mais dominante no garrafão. "Ai sim, com essa base e tempo, temos uma equipe completa", sugeriu o treinador.
Paranhos
"Se você for analisar a parte tática, o revezamento, o treinamento, o potencial para melhorar, não tem motivo nenhum para pegar no pé dele". Assim pensa Guerrinha quando questionado se há justiça no tom que a torcida mogiana adota - em oportunidades isoladas - em relação às atuações do pivô Alexandre Paranhos. "Está na história do basquete, sempre vão pegar mais no pé do pivô, assim como no futebol tem o goleiro", disse o treinador, afirmando ainda que Paranhos é um atleta importante ao time.
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