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A solução em definitivo para aliviar a situação das mais de 400 famílias que estão sendo intimadas judicialmente a deixarem suas casas, localizadas sob as linhas de transmissão da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica (CTEEP) parece estar cada vez mais distante. Entretanto, na tarde de ontem, a Prefeitura de Mogi das Cruzes realizou uma reunião de trabalho com cerca de cem pessoas que moram nesta área para apresentar propostas sobre o tema. Dentre elas, destaca-se o estudo feito pela administração municipal e encaminhado à companhia, que propõe a redução da faixa de segurança da CTEEP, o que na prática retiraria aproximadamente 150 famílias da lista de residências ameaçadas.
No Ginásio Deputado Paulo Kobayashi, na Vila Nova Jundiabepa, a secretária de Assuntos Jurídicos, Dalciani Felizardo, explicou que a prefeitura trabalha em várias frentes para ajudar a população e ressaltou que hoje esta proposta de redução da faixa de desapropriação seria a solução - por ora - mais palpável. "Ela diminui o número de famílias que devem ser removidas. Esse estudo da CTEEP é o mais próximo de acontecer, porque não depende de construção de unidade", ressaltou a chefe da pasta municipal.
Antes dela, o prefeito de Mogi das Cruzes, Marcus Melo (PSDB) responsabilizou a CTEEP por parte da culpa do problema. "Ela deixou que esses imóveis fossem construídos, então ela tem uma responsabilidade muito grande", pontuou o chefe do Executivo municipal.
Enquanto o estudo por parte da CTEEP ainda não é concluído, a prefeitura tenta outras soluções para o caso. Outra possibilidade para aliviar a questão foi solicitar, com determinada urgência, aos governos Federal e Estadual implantações de programas habitacionais para Mogi das Cruzes, inclusive já com áreas indicadas. "Prefeitura não tem dinheiro para isso sozinha, nosso dinheiro fica em Brasília e São Paulo. Já colocamos dois terrenos à disposição do governo", destacou o prefeito Melo se referindo a áreas em Cezar de Souza e Braz Cubas. A segurança, Inês Aparecida Alves, de 41 anos, contou à reportagem que ela já foi intimada a deixar a área e que esta situação vem se "arrastando" há mais de um ano. Inês mora com outras sete pessoas da sua família e disse temer esta situação. "Sempre paguei meus impostos, queremos pagar para morar, como sempre fizemos", disse a segurança.
Câmara
Ao mesmo tempo que o Executivo mogiano busca alternativas para auxiliar as famílias, a Câmara Municipal também se diz disposta a tal. Em encontro após a reunião com os moradores, o parlamentar Rodrigo Valverde (PT) propôs ao seu colega de Legislativo, Francimário Vieira (PL), o Farofa, a criação de uma Comissão Especial de Vereadores (CEV).
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