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O Setor de Homicídios de Mogi das Cruzes esclareceu que os dois Guardas Civis Municipais (GCMs) de Itapecerica da Serra, que trocaram tiros com os suspeitos após serem rendidos em um assalto, em Itaquaquecetuba, tinham permissão para utilizar os armamentos, informou o delegado que investiga o caso, Rubens José Angelo, ontem à tarde. Ele ressaltou que essa constatação surgiu após uma série de investigações.
Além disso, os dois guardas civis afirmaram ter se confundido no depoimento, dizendo que os assaltantes estavam dentro do carro. "Eles disseram que realmente se confundiram e, por isso, Adriano Borges Rodrigues, de 41 anos, efetuou disparos contra o carro e vitimou dois inocentes", explicou o delegado.
O homem que está preso suspeito de ser um dos assaltantes segue sendo investigado. De acordo com Angelo, ele não apresenta argumentos consistentes para explicar o tiro que levou no pé, recentemente.
O caso
Os gois GCMs retornavam de um passeio na cidade de Aparecida, no dia do feriado de Nossa Senhora, celebrado no dia 12, em duas motos com as namoradas, quando pararam para abastecer em um posto de combustíveis da rodovia Ayrton Senna (SP-70), no bairro Vila Japão, e foram rendidos por dois criminosos. Após o roubo de uma moto, um dos guardas trocou tiros com um dos criminoso que estava na garupa. O GCM atirou também em um veículo que tinha três homens inocentes, matando dois deles e, depois, agredindo fisicamente o único que sobreviveu e foi considerado suspeito do crime.
*Texto supervisionado pelo editor.
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