Dois homens são presos ontem em Itaquaquecetuba pela Polícia Federal. A ofensiva policial denominada Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), que deflagrou a Operação Caixa-Forte, contou ainda com o apoio da Polícia Civil e Polícia Rodoviária Federal. Os policiais ainda cumpriram dois mandados de busca e apreensão na cidade. A operação combate o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro de uma facção criminosa que atua dentro e fora de presídios. Ao todo, 145 mandados foram cumpridos em todo o Brasil
De acordo com a Polícia Federal, cerca de 250 agentes públicos, entre policiais federais, rodoviários federais, além de agentes penitenciários, cumpriram 52 mandados de prisão preventiva, 48 mandados de busca e apreensão, 45 mandados de sequestro de valores/bloqueio de contas bancárias em Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, totalizando 18 cidades e unidades prisionais, onde seis dos alvos já se encontram recolhidos.
As investigações tiveram início em novembro de 2018 e identificaram a existência de uma seção rigidamente estruturada dentro da facção, denominada "Geral do Progresso". O setor era responsável por gerenciar o tráfico de drogas, distribuindo os entorpecentes que garantem o sustento da organização criminosa. Contas bancárias de pessoas aparentemente estranhas ao grupo criminoso eram cooptadas para ocultar a natureza ilícita do dinheiro movimentado.
Todos os mandados foram enviados pela Vara de Tóxicos de Belo Horizonte e cumpridos em Uberaba, Conceição da Alagoas, Campo Grande, Corumbá, São Paulo, Ribeirão Preto, Itaquaquecetuba, Embu das Artes e nas cidades paranaenses de Curitiba, Londrina, São José dos Pinhais, Almirante Tamandaré, Colombo, Fazenda Rio Grande, Goioerê, Mandirituba, Matinhos, Paranaguá, Pinhais e Piraquara.
Segundo a polícia, os criminosos também utilizavam o método de "depósitos fracionados" para lavar o dinheiro, realizando depósitos bancários de pequenas quantias em diversas contas, de forma a não se identificar o depositante e não ativar os gatilhos de comunicação de atividade suspeita
às autoridades de controle de atividades financeiras (Coaf).
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