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Há exatos 25 dias, os ex-funcionários da Pró-Saúde - entidade que geria o Hospital Municipal de Mogi das Cruzes (HMMC) - esperam por uma solução. De acordo com vários funcionários, a situação está mais complicada a cada dia. Além das verbas rescisórias que os trabalhadores ainda não receberam, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) está indisponível para o saque.
Segundo a ex-funcionária da Pró-Saúde, Rosilda Aparecida de Souza, de 50 anos, a falta de comunicação continua prejudicando os trabalhadores. "O jeito que a Pró-Saúde nos tratou foi como um fazendeiro vender um sítio com os animais em porteira fechada. Fomos tratados como animais'', elucidou.
Rosilda explicou que a situação está pior do que antes, pois agora, mesmo com a liberação do FGTS, os funcionários da antiga gestão não podem sacar os benefício. Isso porque a Pró-Saúde teria transferido o FGTS para a Fundação ABC (entidade que assumiu o HMMC), deixando assim, o saque inabilitado aos funcionários.
Outra funcionária que trabalhou no HMMC por cinco anos, Marta Lucia Muniz, 45 anos, explicou que, para piorar, a situação a impossibilita de trabalhar em outro estabelecimento. "Eu estive recebendo propostas de emprego de outras empresas, e não pude aceitar. Estou basicamente impossibilitada, por tempo indeterminado, de trabalhar'', lamentou.
De acordo com o vereador Rodrigo Romão (PC do B), que esteve presente na reunião de ontem entre a Pró-Saúde, Prefeitura de Mogi das Cruzes e Sindicato do Enfermeiros, diversos funcionários que trabalham em outras unidades de saúde em Mogi, geridas pela Pró-Saúde, já temem que o problema aconteça, caso a entidade deixe de gerir esses centros.
A Prefeitura de Mogi e a Fundação ABC foram procuradas ontem para comentar sobre a situação do FGTS, porém, não foram encontradas (fora do horário comercial) e devem responder à reportagem hoje. A Pró-Saúde informou que o assunto do FGTS será tratado na próxima reunião.
Adiada de novo
Ontem ocorreu a segunda reunião entre a Prefeitura de Mogi das Cruzes e a Pró-Saúde para tentar solucionar a questão das verbas rescisórias dos ex-funcionários, mas nada foi definido. Ficou acordado, no entanto, que outra reunião será realizada amanhã para solucionar a questão. Tanto a Prefeitura de Mogi quanto a Pró-Saúde garantem que têm o objetivo de encontrar uma solução para que os pagamentos sejam efetuados no menor prazo possível.
*Texto supervisionado pelo editor.
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