A previsão de conclusão das obras de esgotamento sanitário do Botujuru, em Mogi das Cruzes, é para o próximo ano, de acordo com informações divulgadas ontem à reportagem pela Secretaria de Obras. Em outubro do ano passado, depois de aproximadamente um ano paradas, as obras foram retomadas pela Prefeitura de Mogi das Cruzes e, à época, o então secretário da pasta, Walter Zago, informou que a previsão de término da obra era para o primeiro semestre deste ano. Atualmente, as intervenções estão se aproximando dos 60% de execução. o Executivo já finalizou a implantação das redes e trabalha atualmente na construção de estações elevatórias.
Um dos principais empecilhos para a realização dos trabalhos, iniciados em 2016, foram documentos ligados ao licenciamento ambiental para passagem das tubulações, já que o local é Área de Proteção Permanente (APP). Além disso, em outros casos, as tubulações precisam passar por terrenos particulares. De acordo com a administração municipal, ainda é esperado a licença de algumas áreas. "Nos terrenos onde a prefeitura já obteve a autorização da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) estão sendo construídas estações elevatórias", ressaltou.
Após a conclusão dos serviços, todo o esgoto produzido no bairro será enviado para a Estação do Serviço Municipal de Águas e Esgoto (Semae), no distrito de Cezar de Souza, e 35 mil pessoas residentes nos bairros do Botujuru, Jardim São Pedro, Vila Nova Aparecida, Jardim das Bandeiras, Granja Anita e região do Conjunto Jefferson, serão beneficiados. O valor da obra é de R$ 26 milhões.
Com a retomada dos serviços no ano passado, estão previstos a instalação de 45 quilômetros de redes de esgoto; 2.760 ligações prediais; 3,5 mil novas ligações prediais -que serão feitas após o término da obra-; seis Estações Elevatórias de Esgoto (EEE); 5,5 mil metros de linhas de recalque e 11 mil metros de coletores-tronco. À época, o prefeito Marcus Melo (PSDB) comentou sobre a construção e destacou o problema com as licenças. "A grande dificuldade é conseguir autorização dos proprietários, já que aqui é um bairro que, quando foi construído, não teve o devido respeito às APP e aos córregos. O Semae precisa colocar a tubulação de acordo com o projeto que foi feito pelos engenheiros e técnicos. Ainda estamos com problemas de autorização em vários bairros".