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Com o alto índice de chuvas registrado nos últimos dias no Alto Tietê, muitos comerciantes de hortifrútis estão sendo prejudicados, não só com a redução na produção, mas também com a queda das vendas. A reportagem foi até o Mercadão de Mogi das Cruzes para conversar com vendedores e consumidores e saber sobre a situação.
Carlos dos Santos, de 52 anos, gerente de um hortifrúti, contou que não foram apenas as chuvas que atrapalharam as plantações dos seus fornecedores. O sol, que geralmente aparece em forte temperatura durante o dia, também influenciou muito na queda de qualidade das verduras. Segundo ele, nem os meteorologistas conseguem mais prever as mudanças do clima, então fica ainda mais difícil ter noção de quando a situação vai melhorar. "Não estamos em época de chuva e tudo já está sendo destruído, o clima mudou muito e não sabemos como vai ser amanhã. Até mesmo os engenheiros agrônomos e agricultores estão perdidos, porque eles podem plantar frutas do verão e, no outro dia, a plantação ser atingida por uma chuva forte", lamentou o comerciante.
Vagner Kaneoka, 29, é dono de uma mercearia e disse que, com o estrago das plantações, as verduras não só receberam preços altos, como chegam em seu comércio em pequena quantidade. O vendedor afirmou que os valores tiveram aumento de cerca de 150%, porém, às vezes falta mercadoria. "As pessoas não deixam de comprar porque está mais caro, elas precisam continuar consumindo. Tem dia que aqui falta verdura e a procura continua", disse. Kaneoka classificou o alface como a hortaliça que é mais consumida. "Alguns alimentos, como o brócolis, não precisam estar à mesa todos os dias, então as pessoas deixam de comprar essas verduras", explicou.
Já alguns consumidores foram pegos de surpresa pela alta dos preços. A operadora de caixa Regilene Calheiro, 31, afirmou que o marido é quem faz as compras em casa, e ela não entende sobre os preços. Porém, nos dias de feira, o casal sempre conversa sobre o quanto gastou e como estava a maioria das mercadorias. "De umas semanas para cá, ele vem reclamando bastante dos preços, provavelmente por causa das chuvas. Então, não conseguimos mais comprar a mesma quantidade de semanas atrás", avaliou.
As pessoas também citaram o tomate como um dos alimentos com preço em alta, mas é possível substituí-lo. "A gente consome de qualquer forma, mas, nessa situação, eu levo a cenoura para colocar no lugar do tomate nas saladas do almoço", disse a aposentada Elisabete Lopes, de 60 anos.
* Texto supervisionado pelo editor.
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