A região do Alto Tietê pagou em impostos no primeiro mês deste ano
R$ 128.394.971,00. Esse valor representa 3,8% de aumento no recolhimento dos tributos, uma vez que no ano de 2018 foram desembolsados, no mesmo período, R$ 123.692.343,62. As cidades que mais arrecadaram no primeiro mês do ano foram Suzano, com R$ 22.320.500, Poá, com R$ 26.729.250 e Mogi das Cruzes, com R$ 45.189.000. Esses municípios tiveram um aumento na arrecadação de tributos de 9% e 7,2% e 8,3; respectivamente.
Essa elevação no recolhimento dos impostos representa melhoria na economia, de acordo com o professor de administração e ciências contábeis na Universidade Piaget de Suzano, José Marcos de Oliveira Carvalho. Ele explicou que o novo cenário de melhoria no setor econômico faz com que a tendência seja a elevação da arrecadação de tributos. "Mas não significa que os impostos irão aumentar. Essa alta significa que as pessoas estão comprando mais, a taxa de desemprego está diminuindo e que a região está recebendo mais investimentos. E isso é bom", explicou.
O aumento no pagamento de taxas também apresenta a melhora do Produto Interno Bruto (PIB), como alegado por Carvalho. "A estimativa do mercado na elevação do PIB é expressivo para este ano - que poderá passar de 1,3% para 2,5% -, e isso significa bilhões injetados na economia nacional. Outro ponto importante, para a melhoria do setor, será a reforma da Previdência, pois, dará um fôlego para os cofres públicos, que hoje arcam com pagamentos de aposentadoria e de servidores públicos", analisou.
De acordo com o governo, o mercado elevou à previsão de crescimento do PIB brasileiro neste ano. O Banco Central divulgou, no Boletim Focus de segunda-feira, a estimativa do mercado em 2,5%. Em dezembro de 2018, a previsão era de 1,3%. O professor ressaltou que um ponto de aumento no PIB significa bilhões para o país, o que expressa expectativas positivas para a economia.
Carvalho esclareceu, ainda, que essa melhora não será imediata, mas trará um ambiente positivo para o setor; consequentemente, atraindo mais investimentos. "A linha de simplificação nas regras tributárias proposta pelo governo deixará os textos com melhor compreensão para o cidadão e para o investidor", complementou, alegando que a proposta do presidente Jair Bolsonaro (PSL), com foco na simplificação da cobrança de impostos, diminuirá a burocracia.
Ele também avaliou as primeiras ações do governo Bolsonaro para a economia, e considerou que foram assertivas para o setor. "Acredito que são boas ações, tanto da reforma da previdência quanto na reforma tributária. Ele (presidente) está desburocratizando muitas áreas e isso se dá pela linha liberal que ele traz para o governo: mais interferência do privado é melhor do que ter uma política econômica de estatização", analisou, expondo ainda a Venezuela como exemplo; atribuindo a economia fechada do governo venezuelano ao atual colapso econômico do país.
*Texto supervisionado pelo editor.