De acordo com a conselheira da unidade central do Conselho Tutelar de Mogi, Rita de Cássia Oliveira, além da alta demanda que o órgão recebe, também faltam recursos. "Além da necessidade de mais uma unidade, precisamos de ferramentas e materiais para suprir a quantidade de atendimentos. Como por exemplo, necessitamos de mais um carro, pois, muitas das vezes precisamos ir até a família para notificar a denúncia, além de acompanhar as ocorrências em hospitais e às vezes em Institutos Médico Legal (IMLs)", apontou.
A conselheira tutelar da unidade de Brás Cubas, Georgia Patrícia da Silva Mariano, contou que também falta a implantação de um sistema de banco de dados para registrar os prontuários e denúncias. "Não temos um sistema para colocar os registros de toda a demanda em dados quantificados. Fizemos a solicitação do Sistema Para Infância e Adolescência (Sipia) e, até o momento, estamos aguardando uma resposta", alegou.
Resposta
Em relação aos apontamentos das unidades, a secretária de Assistência Social, Neusa Marialva, esclareceu que a prefeitura, órgão que apoia os Conselhos Tutelares existentes em Mogi das Cruzes, "cumpre com suas atribuições como responsável pelos espaços locados, equipamentos e mobiliários, insumos e materiais necessários, além de uma rede de telefonia, Internet, celulares, computadores e veículos 24 horas".
A secretária ainda contestou sobre a falta de um sistema para computar os dados dos registros de ocorrências, declarando que possui o Sistema Informatizado IRSA que é utilizado por toda a rede socioassistencial, sendo o mesmo também utilizado pelos dois conselhos. "No momento o setor de Vigilância Socioassistencial está desenvolvendo um programa com maiores possibilidades dentro do IRSAS, de modo a atender as especificidades dos conselheiros". (N.F.)