O aposentado Carmélio José da Silva, de 70 anos, morador de Mogi das Cruzes, procurou a reportagem do Grupo Mogi News de Comunicação para relatar situações que passou nas duas últimas semanas na estação Braz Cubas, linha 11- Coral, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Optando por utilizar a passagem preferencial ao invés das escadas, até por ter problemas com labirintite, Silva precisou solicitar um dos guardas para abrir a travessia. O problema, segundo ele, é a morosidade do processo. "Não tem lógica nenhuma. Até o guarda vir, abrir o portão, descer, atravessar e abrir o outro portão, já perdi o trem. Os dois portões ficam fechados e não facilita o acesso aos idosos e pessoas com mobilidade reduzida".
A situação já aconteceu com o aposentado duas vezes neste mês. Nas ocasiões, perdeu o trem que estava passando e precisou aguardar pelo próximo. "Questionei o guarda do por quê a travessia fica fechada, e segundo ele, o motivo é o vandalismo. Mas, se existe uma passagem acessível, deveria facilitar o usuário, e não atrasar", reclamou.
Em reportagem publicada pelo MN no dia 10 de junho deste ano, a CPTM informou que implantou rampas de acesso com corrimãos, piso tátil direcional e de alerta nas plataformas, além de ajustes nas bilheterias. Na área externa, a calçada foi rebaixada, vagas de embarque e desembarque preferencial foram criadas, além de implantar rota tátil nas vias. Em relação à travessia, a autarquia informou na ocasião que "para atender as pessoas com mobilidade reduzida foi criada uma passagem assistida para travessia entre as plataformas".
Questionada sobre o relato do aposentado, a CPTM esclareceu que a passagem em nível assistida da estação Braz Cubas conta com um vigilante e é destinada para uso exclusivo de usuários com necessidades especiais. "O portão permanece fechado para evitar o uso indevido. A companhia está estudando ajustes, visando melhorar a operação nesta passagem", informou.