Os pacientes do Hospital Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes relataram na manhã de ontem algumas reclamações sobre o atendimento no setor de Ortopedia. De acordo com a maioria dos entrevistados, há uma grande demora no serviço. A equipe do Grupo Mogi News esteve no local ontem e ouviu pessoas que buscavam a consulta.
Na última quarta-feira, o secretário municipal de Saúde, Marcello Cusatis, participou de reunião na Câmara de Mogi para discutir o assunto com os vereadores e ressaltou que a unidade hospitalar e a secretaria já tinham conhecimento de que a situação do setor de Ortopedia teria complicações, já que parte da área foi tomada pela Maternidade, que sofre há tempos com o excesso de pacientes. A Comissão de Saúde da Câmara de Mogi também estuda a solicitação de uma consultoria externa para identificar as causas do problema.
A assessoria da Santa Casa de Mogi, em resposta, reforçou que mantém canais de comunicação abertos para seus pacientes, como o "Fale Conosco", no site, e pela Ouvidoria do hospital. "Todas as demandas, sejam elas reclamações, sugestões de melhoria, críticas ou elogios são recebidos e respondidos pontualmente pelo setor responsável", afirmou. A nota ainda ressalta que é "muito importante que qualquer anormalidade de serviços seja relatada em nosso setor de Ouvidoria para que possamos apurar".
Opiniões
Conforme disse a dona de casa e moradora da Vila Rubens, Patrícia Vicente Rodrigues, 31 anos, os atendimentos na Ortopedia estão muito demorados. "Meu filho quebrou o pulso e viemos fazer uma consulta. Cheguei de manhã e estou saindo à tarde, o atendimento aqui realmente está muito lento. Alguma coisa precisa ser feita, isso afeta todo o nosso sistema público", opinou.
O ajudante geral e morador de Braz Cubas, Daniel Pereira da Silva, 49, relatou que além da morosidade para realizar a consulta, os atendentes sempre solicitam mais e mais documentos, procedimento comum em hospitais, mas que vem atrapalhando a vida do paciente. "Eu tenho que fazer uma cirurgia no quadril, mas sempre que venho eles me mandam buscar outros documentos. Eu não tenho facilidade para me locomover e eles não entendem isso", lamentou.
Já a feirante e moradora do Parque Varinhas, Ariane Amaro Carreiro, 34, relatou que não houve demora em seu atendimento. Segundo ela, a população precisa entender que a demanda no local é alta. "Esse é um hospital que atende todo Alto Tietê. A população precisa entender que a demanda é grande, mas mesmo assim, eu não senti a demora no atendimento hoje".
*Texto sob a supervisão do editor.