Uma campanha criada por estudantes do colégio Alma Mater, em Mogi das Cruzes, busca ajudar a família do estudante Andrey Benvindo Porfírio, de 11 anos, que é portador de paralisia cerebral e aluno bolsista da escola. A casa onde reside com os pais, no bairro Jardim Layr, não conta com a acessibilidade necessária para facilitar sua rotina. Com isso, desde 2016, recursos provenientes de eventos beneficentes possibilitaram que a família iniciasse as reformas para ter uma casa adaptada.
No próximo dia 18 acontecerá mais um desses eventos, que será a 1ª Noite do Caldo, realizada pela própria escola no salão da comunidade Rainha da Paz, na rua José Benedito Moreira, 445, na Vila Lavínia. A festa começará a partir das 19 horas e o convite pode ser adquirido por R$ 25 na própria escola. Todo o dinheiro arrecadado será para as obras na casa de Andrey. "Há o problema de acessibilidade, a dificuldade de chegar na casa dele, a cadeira não desce a escada, não circula pela casa, então as crianças têm o projeto e foram conhecer a casa dele e começaram a campanha. Um arquiteto doou a planta e agora estamos arrecadando para a construção, fazendo campanhas periodicamente", contou a diretora da escola, Dagmar Katayama.
A mãe de Andrey, Matilde Benvindo Porfírio, de 47 anos, explicou que quando comprou o imóvel não havia esses problemas, mas conforme o filho foi crescendo, as dificuldades também surgiram. "Já aconteceu de eu cair na escada com ele, do meu esposo também se desiquilibrar. Ele é muito trabalhador, mas ou a gente comia e pagava as contas ou construía a casa. O colégio, vendo essa dificuldade, começou a campanha em 2016 e conseguimos até agora as colunas e alguns materiais foram doados por amigos, como pedra e areia", afirmou Matilde. O terreno em que eles residem há duas casas, sendo que uma delas é abaixo do nível da rua, por esse motivo, era preciso subir escadas. Já na parte interna, a cadeira de rodas mal consegue circular. Até a conclusão das adaptações necessárias, a família reside em dois cômodos nos fundos.
Para ela, o objetivo é dar uma vida melhor ao filho, que além de frequentar o colégio também faz fisioterapia e tem consultas com uma psicopedagoga na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). "Nos últimos tempos não consigo pegar ele no colo. O Andrey é da minha altura, eu não aguento pegar. Então eu comecei a coloca-lo sentado na escada para conseguir descer, tomando todo o cuidado para ele não se arranhar porque é estreito", ressaltou a mãe. 
Atualmente, Andrey cursa o 4º ano do Ensino Fundamental e, mesmo com as dificuldades que enfrenta por conta da paralisia cerebral, vive como qualquer outra criança. "Ele é totalmente social, não se comunica conosco, mas sim dentro do que ele consegue. Tem uma boa saúde e sempre tem muito a ensinar para todos nós", declarou a mãe.
Para quem se interessar na história do Andrey e sua família e quiser colaborar com a reforma de sua casa pode entrar em contato pelos telefone 11 95058-3528, falar com Ailton Porfírio, ou pelo 11 96486-9786, falar com Matilde.