A estimativa de arrecadação de imposto em Mogi das Cruzes chegará a
R$ 252.762.378.08 no dia 1º de setembro, data da celebração do aniversário de 458 anos da cidade. Dados do Impostômetro analisados pela reportagem mostram que no mesmo período do ano passado, a cidade arrecadou R$ 227.083.907.20, ou seja, haverá um aumento de 11% de 2017 para 2018.
Para a arrecadação, são contabilizados os tributos de impostos de produção e circulação, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS). Também entram na arrecadação os impostos de renda e de propriedade, como o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). Previdência, taxas e imposto de comércio exterior, como Imposto de Impostação (II) também fazem parte.
Durante o primeiro semestre deste ano, o município arrecadou R$ 190.289.773.30, enquanto que nos primeiros seis meses de 2017, foram
R$ 172.203.352.47, ocorrendo um aumento de 10% em relação aos períodos. Já no segundo semestre de 2018, a estimativa é de arrecadar
R$ 197.589.278.91, aumentando em 14% se comparado com o valor do mesmo período de 2017, quando chegou a R$ 172.924.071.49.
A estimativa de arrecadação de imposto desde 1º de janeiro até 31 de dezembro deste ano, é de
R$ 387.886.052.21. Com isso, Mogi vai arrecadar 12% a mais do que o valor do ano de 2017: R$ 345.127.423.96.
Esse crescimento anual do valor do imposto pode ser explicado por diversos fatores. Um deles, que está ocorrendo no contexto recente, é a corrida eleitoral. "A questão das eleições impacta no valor no imposto e ainda é cedo para dizer quando isso pode aumentar no próximo ano, pois depende da confiança da população nos candidatos que vencerem. Temos que tomar cuidado, as eleições no país refletem como um todo. Outro ponto importante é a pressão forte do dólar e o medo dos investidores", ressaltou o professor de Administração e Contabilidade da faculdade Piaget, José Marcos de Oliveira Carvalho.
O professor explicou que nem sempre o crescimento do imposto revela fatores positivos, pois se isso não está gerando empregos e economia de uma forma geral para a cidade, é algo negativo. Em contraponto, se esse crescimento for acompanhado por instalações de empresas e geração de emprego, traz confiança para a população. "É positivo quando atrai empresas e gera o consumo, agora é negativo quando aumenta a conta de luz, de água, ou seja, se aumenta o imposto por conta de reajustes, não é algo bom".