A aposentada Marisa Fátima de Souza, de 65 anos, é uma das personagens do livro "Caminhos do Itapeti". Ela passou metade da sua vida vivendo na Serra do Itapety e atua para manter os resquícios de Mata Atlântica preservada. A moradora prepara as mudas que utiliza para recompor as "falhas" na floresta e transmite a importância de conservar a região.
Marisa mora há 30 anos na Serra do Itapety e criou os filhos na região. "Morava no sertão, no Manoel Ferreira, próximo a Bertioga, antes de me mudar para a serra. Sempre procurei preservar, plantar e cuidar da mata", contou.
Mudas de ingá e araucária são espécies cultivadas pela aposentada, que conhece a Serra do Itapety como poucos. As árvores são plantadas nos locais desmatados. Para ela, o livro vai estimular a conscientização. "É uma história da natureza. É importante para mostrar aos netos e bisnetos e ensiná-los a amar e cuidar da natureza, sem destrui-la. As crianças têm que aprender desde o berço a preservar a natureza. Minha neta já planta comigo", ressaltou.
O projeto contou com a parceria da Fundação de Amparo ao Ensino e Pesquisa (Faep), Prefeitura de Mogi e Instituto Socioambiental Suinã. Os pesquisadores receberam R$ 30 mil para desenvolver o trabalho. O recurso foi conquistado por meio de uma concorrência aberta pela SOS Mata Atlântica. A pesquisa levou dois anos e meio para ser concluída.