A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e o Centro de Convivência de Suzano (CDC) promoveram, nesta quinta-feira (18), um evento em alusão ao Dia Mundial da Síndrome de Down, que será celebrado no sábado, dia 21 de março. A ação, realizada na sede da Apae de Suzano, reuniu pais, responsáveis e alunos atendidos pelas instituições e contou com a presença da primeira-dama e presidente do Fundo Social do município, Déborah Raffoul. 

O evento foi dividido em dois períodos: pela manhã, às 9h, e à tarde, às 14h. A programação contou com desfile temático retrô, apresentações de dança e música.

A parceria para a realização de eventos entre as instituições é recente. A diretora do CDC de Suzano, Catia Roll, explica que, embora já existissem parcerias pontuais e trocas de experiências, esta é a primeira vez que as unidades organizam uma ação conjunta. Segundo ela, a iniciativa fortalece vínculos já existentes entre as famílias e pessoas atendidas, ampliando a convivência e a troca de experiências. 

Para Catia, ações como essa vão além da comemoração e ajudam a conscientizar a população. “Há uma celebração em prol da causa, mas também um trabalho de conscientização sobre os direitos, não apenas das pessoas com síndrome de Down, mas de todas as pessoas com deficiência”, destacou.

A importância da união entre as instituições também foi ressaltada por Déborah Raffoul. “Hoje é um dia muito importante que reuniu as duas instituições em um único propósito: comemorar conscientizando sobre a importância da causa. É uma união de todos os setores para garantir a inclusão”, afirmou.

Já a diretora da Apae de Suzano, Paula Nakashima, destacou que a inclusão passa pelo conhecimento e pelo diálogo, e reforçou que tanto a Apae quanto o Centro de Convivência estão abertos à população: “Estamos sempre à disposição para que as pessoas visitem e conheçam nosso trabalho, tanto em eventos como este quanto no dia a dia".

Atendidos

A experiência das famílias atendidas pelas instituições também reforça a importância do trabalho desenvolvido. Maria das Dores, mãe de Pedro, de 1 ano, que tem síndrome de Down e é assistido pela Apae, relatou a experiência da família: “Ele tem se desenvolvido muito bem em relação à coordenação motora desde que começou a fazer fisioterapia na Apae. Tenho sido muito acolhida aqui, a gente sente que não está sozinho”.

De acordo com as instituições, a Apae de Suzano atende 350 pessoas, sendo, em média, 60 com síndrome de Down. Já o Centro de Convivência acompanha 113 pacientes, dos quais 21 têm a condição.