O trabalho desenvolvido pelo Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) é dividido em dez lições aplicadas pelos policiais que, segundo o instrutor sargento Ferreira, têm como objetivo preparar o estudante para recusar drogas e resolver situações sozinhos. "É inimaginável que a droga seja oferecida a um jovem na frente de um pai, um policial, ou um líder religioso. A criança precisa ter força, coragem e sabedoria para reagir a situações com menos estresse", explica.
O livro de estudos do programa define como droga tudo que não é alimento e altera o funcionamento do corpo e da mente, tanto lícitas como ilícitas.
Outro ponto abordado é como tomar decisões e assumir riscos: "São situações em que é preciso definir, conhecer o problema, com muita calma colocar na balança o que será melhor para a vida dele, tomar uma decisão e, por último, avaliar esta decisão, o que faria se isso acontecesse novamente".
O tratamento dado a quem oferece a droga também é trabalhado no programa. "É preciso olhar nos olhos e responder confiante que não quer usar, falar com calma e tranquilidade que não quer, se afastar de situações difíceis. Para cada tipo de pressão há uma maneira de dizer não, e isso é passado pelos alunos aos familiares", ressalta o sargento.
Ao final do programa, os estudantes fazem uma redação sobre o que aprenderam e a melhor delas é premiada com uma medalha. Todos recebem certificados e participam da formatura, que reúne familiares, professores e autoridades. No evento, eles fazem um juramento, no qual prometem ficar longe das drogas e da prática da violência. Uma cerimônia está programada para o mês de novembro no Ginásio Municipal Professor Hugo Ramos, em Mogi das Cruzes. (K.B.)