O Alto Tietê contabiliza 19 áreas que passaram por processo de descontaminação desde o ano passado. A cidade que lidera entre os municípios da região é Mogi das Cruzes, com 12 terrenos reabilitados. Ao longo do ano passado, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) identificou e monitorou 117 espaços, além dos locais que foram descontaminados.
De acordo com a Cetesb, o processo de identificação das áreas contaminadas segue um cronograma que inclui em um primeiro momento a avaliação preliminar, confirmatória, detalhada, além da análise de risco, plano de intervenção com medidas propostas, medidas de intervenção e, por fim, monitoramento para encerramento e termo de reabilitação para uso declarado.
Além das 12 áreas de Mogi que já foram reabilitadas, cinco locais em Suzano, um em Santa Isabel e outro em Poá, também receberam a certificação da Cetesb. Pelo levantamento divulgado pelo órgão, no ano passado, 38 lugares contaminados estavam sob investigação. Em outros 28 espaços a companhia tinha confirmado o risco, além disso, 25 áreas estavam em processo de remediação, sete em etapa de reutilização e 19 em fase de monitoramento para encerramento.
Ao todo Mogi, é a cidade que acumulou o maior número de áreas contaminadas ou reabilitadas da região, foram 79, o que representa 58% dos casos. Em seguida, aparece Suzano com 34, Poá com oito, Ferraz de Vasconcelos com seis e Santa Isabel com quatro. Já os municípios que registraram o menor índice de contaminação ou descontaminação, foram Biritiba Mirim com um caso, seguido por Guararema e Salesópolis com dois casos cada.
Segundo levantamento divulgado pela Cetesb, os postos de combustíveis foram as principais áreas contaminadas na região. Foram 85 pontos, nos quais 53 apenas em Mogi e 17 em Suzano. As áreas de indústrias ocupam a segunda posição no ranking com 35 casos sendo 17 em Mogi, 13 em Suzano, dois em Ferraz e Poá, e um em Santa Isabel.
Os resíduos foram responsáveis por sete casos de contaminação identificados pela Cetesb, nos quais três em Mogi e Suzano, e uma em Ferraz. Quatro foram identificadas em área de comércio (três em Mogi e um em Poá), além de três por causas desconhecidas e dois por acidentes.