Segundo levantamento feito pelo Grupo MN, na região do Alto Tietê, parte das áreas da Saúde dos municípios de Mogi das Cruzes, Suzano e Arujá é administrada por Organizações Sociais de Saúde (OSs), ou seja, instituições do setor privado, que atuam em parceria com o município, colaborando com a estabilização do sistema.
Por mês, de acordo com a apuração realizada, as três Prefeituras repassam para as OSs R$ 15.741.463,03, sendo que Mogi das Cruzes é o município que mais paga às Organizações Sociais, com previsão para, somente neste ano, destinar 43,21% do orçamento geral da Saúde para este fim. 
Ferraz de Vasconcelos e Itaquaquecetuba, por sua vez, informaram não possuir equipamentos administrados por OSs e os demais municípios não responderam aos questionamentos feitos pela equipe de reportagem.
Em Mogi, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, há atualmente contratos com quatro organizações: Centro de Estudos e Pesquisas Doutor João Amorim (Cejam), Associação Beneficente de Assistência Social Hospitalar (Pró Saúde), Fundação do ABC e Vitale Saúde (lembrando que o contrato com a Vitale está em fase de distrato, ou seja, suspensão). Só neste mês de maio, a Prefeitura mogiana repassou o valor de R$ 10.085.150,20 para as OSs.
Os equipamentos de Saúde da cidade que contam com o trabalho das OSs hoje são o Hospital Municipal, as Unidades de Pronto Atendimento do Jardim Rodeio e Jardim Oropó, os Pronto Atendimentos 24 horas do Jardim Universo e Jundiapeba, a Unidade Básica de Saúde do Alto do Ipiranga, Programa Saúde da Família, Estratégia Saúde da Família, Laboratório de Exames Diagnósticos e as Unidades Clínicas Ambulatoriais Fisioterapia e de Jundiapeba.
Em Suzano, a administração das OSs representam cerca de 40% de toda a produtividade da Atenção Básica em Saúde. Já na operacionalização do Sistema de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) representam 100% de toda a produtividade. Os dados são da Prefeitura e mostram que há apenas uma organização na cidade: o Instituto Nacional de Amparo à Pesquisa, Tecnologia, Inovação na Gestão Pública (INTS). Por mês, o município repassa R$ 2.437.244,06 para a Atenção Básica e R$ 909.088,77 para o Samu.
Com 17 equipamentos de saúde, Arujá conta com apenas três gerenciados por Organizações Sociais.
A Secretaria de Saúde informou que esse número representa 17,64% da administração. Nesse sentido, a cidade conta também com apenas uma organização, o Instituto Inovação em Gestão Pública - Inovação. Os repasses mensais são de R$ 2.310.000,00 para o gerenciamento do Hospital Maternidade Dalila Ferreira Barbosa e os Pronto Atendimentos Central 24h e Barreto 12h.