A Câmara de Mogi aprovou uma moção solicitando que o governo estadual forneça o Aluguel Solidários para as 61 famílias que foram retiradas da ocupação na área da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP), em Jundiapeba. Ainda na sessão de ontem, a Comissão de Obras e Habitação informou que intermediará uma reunião entre a Prefeitura e a empresa para discutir a situação do terreno que foi desocupado na última terça-feira. De acordo com o vereador Antonio Lino da Silva (PSD), a companhia tem que garantir a segurança da área para evitar novas invasões.
Na moção, o vereador Rodrigo Valverde (PT) solicita que o governo estadual pague o aluguel social para as famílias até que o empreendimento do programa Minha Casa, Minha Vida, na categoria entidades, seja construído ou até que elas encontrem um local adequado para morar. "Quem mandou as famílias saírem foi uma ordem judicial. A CTEEP que entrou na Justiça em 2014. As pessoas já estão cadastradas no Minha Casa, Minha Vida, mas, infelizmente, o Judiciário não teve boa vontade de aguardar um ou dois anos para que as famílias recebessem as unidades", afirmou.
Silva, que integra a comissão de Obras e Habitação, avaliou que é preciso que a CTEEP cuide da área depois da desocupação. "A empresa também é culpada por essa situação. Elas têm que fiscalizar o terreno. As pessoas foram retiradas e é preciso evitar novas invasões. Temos que formalizar isso junto a CTEEP", ressaltou.
O vereador Diego Martins (MDB) informou que junto com os vereadores Caio Cunha (PV) e Valverde, esteve na noite de terça-feira na área que foi desocupada para avaliar a situação. "Tivemos todas informações. Não havia pessoas desabrigadas, elas conseguiram ficar na casa de vizinhos, amigos e parentes", disse.
Protesto
O vereador Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho (PSB), o Chico Bezerra, apresentou uma moção de repúdio aos sucessivos aumentos nos valores dos combustíveis. O documento também apela para que o governo Federal reveja a política adotada atualmente pela Petrobras.
Segundo Bezerra, o aumento do diesel, que gerou diversos protestos de caminhoneiros pelo Brasil, tem impactado na distribuição de vários produtos. "Os caminhoneiros não têm como fazer o transporte de carga com o preço do combustível colocado pela Petrobras. Estamos vendo o caos que se tornou o país nesses últimos dias e o governo Federal não age corretamente", destacou.