Quando a nova tributação foi adotada, a administração municipal divulgou que pretendia conquistar cerca de R$ 4 milhões a mais ao longo de 2018. A estimativa é que passem a ser arrecadados R$ 1.523.631,09 por mês e R$ 18.283.573,10 no ano todo.
O dinheiro da CIP é utilizado para manter a iluminação pública, como a energia gasta, manutenção de postes e lâmpadas, além da expansão do sistema. De acordo com a Prefeitura, no ano passado, foram trocadas 8.048 lâmpadas, o que representa uma média mensal de 673 itens.
Em 2017, a administração municipal recebeu 14.477 pedidos referentes a iluminação pública, ou seja, uma média de 1.206 solicitações por mês. Entre as requisições estavam trocas de lâmpadas, de reatores, de relês, conectores, disjuntores e cabos elétricos. Os problemas mais recorrentes identificados pela Prefeitura são os furtos de luminárias e cabos elétricos.
Questionada sobre os próximos investimentos no setor de iluminação pública, especialmente a substituição das atuais lâmpadas pelo sistema de LED, o município informou que está em elaboração um projeto nessa área. No entanto, não foi antecipado o investimento e local beneficiado. Uma das últimas obras do tipo foi realizada na avenida Francisco Rodrigues Filho, trecho urbano da rodovia Mogi-Guararema (SP-66).
Com a mudança na maneira de tributação, agora, a cobrança seguirá uma tabela com valores fechados de acordo com o consumo por quilowatts/hora por mês. No entanto, no caso de grandes consumidores do setor da indústria e do comércio, o índice de 3% sobre o consumo será mantido.
A decisão de alterar a forma de cobrança foi tomada pela administração municipal para resolver o déficit enfrentado no setor. No ano passado, a Prefeitura informou que arrecadou R$ 3.977.002,65 a menos do que o recebido em 2016.