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A primeira sessão da Câmara de Mogi foi marcada por um protesto contra o reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Parte dos manifestantes ocupou o plenário enquanto outras pessoas permaneceram do lado de fora do prédio com faixas e cartazes. O trecho da avenida Narciso Yague Guimarães, em frente a sede do Legislativo ficou bloqueado. A Tropa de Choque chegou a ser acionada. A sessão foi interrompida por algum tempo e depois encerrada.
A manifestação começou por volta das 15 horas. Depois que os manifestantes ocuparam o plenário, a porta de acesso ao local foi fechada. As pessoas seguiram do lado de fora protestando com cartazes e gritos de guerra.
No plenário, a sessão foi aberta, mas logo suspensa por causa do protesto e os vereadores se reuniram no Plenarinho. Ela foi retomada e o projeto de lei complementar que estabelece o limitador de 10% sobre o valor do IPTU foi apresentado. Às 16h23 o presidente Pedro Komura (PSDB) anunciou que a sessão estava encerrada em decorrência dos protestos. Os manifestantes seguiram para a Prefeitura.
Komura informou que o projeto que estabelece um novo limitador para o IPTU será analisado com urgência. "Estamos encaminhando para as comissões e a Procuradoria Jurídica. Provavelmente faremos um parecer conjunto, pois precisamos dar celeridade a essa questão. Vamos ver se conseguimos preparar para amanhã (hoje)", disse.
Mesmo com a redução do limitador do IPTU de 60% para 10% a dona de casa Rosângela de Souza, 38, não concorda com o aumento. "Pagava R$ 350 e agora veio R$ 1,6 mil. Moro na Chácara Guanabara e o bairro não tem nada, nem água tratada", informou.
O aposentado Antonio Cesário, 70, era um dos manifestantes. "Meu IPTU saiu de R$ 1,2 mil para R$ 2,070. O limite proposto é maior que a inflação", afirmo. (L.N.)
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