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A Prefeitura de Mogi das Cruzes apresentou o projeto para a construção de uma Maternidade Municipal. O serviço vai funcionar na área do antigo Fórum de Brás Cubas. A estimativa é que a obra custe em torno de R$ 35 milhões, incluindo os valores para equipar o prédio. Agora, a administração vai buscar junto aos governos federal e Estadual os recursos necessários para construir o imóvel, além do custeio do espaço. A informação foi divulgada durante apresentação dos investimentos do programa "Move Mogi" para a área da Saúde.
O prefeito Marcus Melo (PSDB) afirmou que a expectativa é que as obras da Maternidade Municipal sejam iniciadas em 2019. A previsão é que a construção leve cerca de dois anos para ser concluída. O próximo passo será conquistar a escritura da área do antigo Fórum de Brás Cubas junto ao Tribunal de Justiça (TJ).
Melo esclareceu que ainda é preciso orçar o projeto para saber exatamente qual será o valor da construção da unidade e em seguida lançar a licitação. "Temos que buscar recursos e ainda tem a questão do terreno com o TJ, pois existia uma parceria em que a Prefeitura conseguiu o terreno para construção do novo prédio. Acredito que teremos uma reunião depois do Carnaval", acrescentou.
O secretário de Saúde, Marcello Cusatis, detalhou que agora o projeto será encaminhado para a Vigilância Sanitária do Estado. "Estamos detalhando cada andar. Serão cerca de sete mil metros quadrados, nos quais 5,5 mil serão de construção em cinco níveis. O projeto está sendo finalizado. Será um prédio com um conceito muito humano e inovador, dará para assistir o parto, por exemplo. Ele foi projetado para atender acima da atual necessidade. A Maternidade foi pensada para cuidar da demanda dos próximos 30, 40 e 50 anos. Ela terá a capacidade de fazer 400 a 500 partos por mês", destacou.
Cusatis esclareceu que a busca de recursos para construção, equipagem e funcionamento será feita por partes. Ele adiantou que atualmente a Prefeitura não possuí os recursos necessários para a construção, mas que buscará junto aos governos federal e Estadual os valores e que a administração municipal vai se programar para executar a obra.
Serão 51 leitos obstétricos, nos quais 36 para as mulheres que acabaram de ter os filhos, seis leitos cangurus para o bebê ficar em contato direto com as mães, seis para grávidas de alto risco e três quartos PPP (pré-parto, parto e puérperas). Além de 10 leitos de UTI Neonatal e outros 10 de Semi UTI.
A ideia do Executivo é que o custeio da Maternidade seja feita pelos governos Federal, Estadual e Municipal. "Vamos fazer o mesmo trâmite do Hospital de Brás Cubas. Queremos o custeio de 50% de recurso Federal, 25% Estadual e 25% da Prefeitura", acrescentou o secretário.
Solução
Paralelo ao projeto de instalação da Maternidade Municipal, a administração municipal vai trabalhar para conseguir realizar as obras de ampliação e reforma da Santa Casa. "Estamos trabalhando nesse momento para conseguir um convênio junto ao governo do Estado", ressaltou Melo.
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