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O reajuste da tarifa dos ônibus municipais de Suzano não foi aprovado pelo prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR). O valor cobrado atualmente é de R$ 4,10, e o reajuste solicitado pela Radial Transporte elevaria a tarifa para R$ 4,95, representando aumento de 20,73%. Segundo a Prefeitura, o pedido foi negado pois a cidade ainda aguarda que a concessionária realize as melhorias estabelecidas no início do mandato atual. Entre elas estão a implantação de um terminal no distrito de Palmeiras, revitalização de pontos de parada de ônibus, criação de um software para o transporte e a troca gradual da frota de coletivos.
"Quero deixar claro que, mesmo mantendo o valor da passagem de ônibus, as melhorias solicitadas no início do nosso mandato ainda precisam ser realizadas", afirmou Ashiuchi.
Em resposta, a Radial Transporte disse que protocolou a revisão da tarifa nas cidades onde atua visando restabelecer o seu equilíbrio financeiro. Os pontos considerados para o cálculo são combustível, lubrificantes e salários devido à inflação. A empresa informou que não determina o valor da tarifa. O processo envolve apresentar os custos à Prefeitura para análise e determinação do valor final.
A Radial informou em nota que "durante todo o ano de 2017 sofreu uma concorrência desleal de vans e permissionários, levou a público e as autoridades essa questão, que afeta até a integridade física de motoristas e passageiros e nada foi feito". Segundo a empresa, "tudo isso afeta ainda mais o equilíbrio financeiro e resta saber se o prefeito vai tomar as devidas providências e exigir melhorias de infraestrutura, segurança, legalidade das vans e permissionários. Suzano mergulhou no caos em transporte público devido a acordos ilícitos".
O cumprimento do contrato foi ressaltado pela Radial: "Não vamos ceder ao clima de hostilidade e pressão, continuaremos a manter a transparência e o diálogo com a sociedade. Nenhuma questão política pode ser maior que o serviço com segurança e presteza prestado à população. A Radial reafirma que está em restrito cumprimento contratual".
Ações
A Prefeitura, em resposta à concessionária, afirmou que fez reuniões com representantes da empresa de ônibus, do transporte complementar (vans), da Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana e do Sindicato dos Motoristas do Alto Tietê. Segundo a administração municipal, 2017 foi o ano em que mais se apreendeu e combateu a circulação de veículos clandestinos, principalmente em ações da Polícia Militar e da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). Em nota a Prefeitura disse que "quanto às vans, permite somente as do transporte complementar, devidamente legalizado. O problema relacionado ao transporte clandestino vem desde a década de 1990".
Sobre a infraestrutura, a Prefeitura explicou que "executou a Operação Tapa-Buraco em 2017, o que resultou no fechamento de mais de 30 mil buracos. E em 2018 os trabalhos continuam, além da reestruturação da Usina Municipal de Asfalto Frio, que permitirá a revitalização de parte da malha viária". (*Texto supervisionado pelo editor)
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