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O Procon de Suzano realizou durante todo o ano de 2017 um total de 4.052 atendimentos, ou seja, 490 menos do que o registrado em 2016. A informação é da diretora do serviço municipal, Daniela Itice. As principais queixas recebidas, que somam mais de 50% do total de atendimentos, foram em relação às empresas de telefonia (1.162 chamados) e instituições financeiras (1.125). O restante das reclamações está relacionado à compra de produtos e serviços, como em lojas físicas e virtuais e contratação de cursos, Internet e TV por assinatura.
"Acreditamos que as campanhas de orientação contribuíram para a diminuição das reclamações, bem como a facilidade que hoje o consumidor tem de acesso às informações sobre seus direitos", destacou Daniela. Na maior parte das reclamações que lideram os atendimentos, a principal é sobre cobrança indevida ou abusiva.
Sobre as instituições financeiras, há queixas não somente em relação aos bancos que oferecem crédito, mas também a diversas empresas especializadas em empréstimos. "Percebemos que em 2017 houve um aumento de 2% das reclamações feitas por pessoas com mais de 70 anos, o que demonstra que é necessário tomar muito cuidado com os empréstimos feitos a idosos por meio de consignado em folha de pagamento. Em razão disso, pretendemos aumentar as campanhas de orientação para este público", contou a diretora do Procon.
De todos os atendimentos realizados no ano passado, houve mais de 700 reclamações formalizadas, sendo realizado acordo em audiência de conciliação de mais de 280. "Encaminhamos cerca de 200 casos para o Judiciário, pois, infelizmente, não foi possível um acordo no Procon, ou por ausência do fornecedor, ou por ausência de proposta de conciliação. A intenção para 2018 é reduzir esse número. Queremos que as empresas entendam que o acordo no Procon é muito mais vantajoso, já que, por se tratar de órgão administrativo, não há que se falar em eventual indenização por dano moral", explicou.
A previsão é de que neste ano o Procon intensifique as campanhas de orientação aos consumidores e no comércio, com o objetivo de reduzir o número tanto de reclamações administrativas quanto de queixas judiciais. Também está em análise um convênio com o Poder Judiciário para dar maior agilidade nos atendimentos que por ventura não tiverem solução no órgão.
"Nosso objetivo é minimizar as demandas, mas também auxiliar o Judiciário. Em 2016, por exemplo, todas as reclamações encaminhadas foram feitas de forma eletrônica bem como os documentos já foram devidamente digitalizados, proporcionando maior eficiência na recepção pelo Judiciário e diminuindo a quantidade de papéis encaminhados. O que queremos implantar em 2018 é a abertura de processos administrativos digitalizados", finalizou.