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O governador Geraldo Alckmin (PSDB) assinou ontem a autorização para as obras de reversão das águas do rio Itapanhaú para o Sistema Produtor Alto Tietê (Spat). O bombeamento beneficiará diretamente cerca de 4,5 milhões de moradores que são abastecidos pelo Sistema Alto Tietê e, indiretamente, cerca de 21 milhões de pessoas que moram e trabalham na capital e Grande São Paulo, já que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) possui um sistema interligado e pode realizar manobras operacionais no aproveitamento dessa água.
Em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, Alckmin destacou a importância da iniciativa. "A obra é extremamente importante para o Alto Tietê e Grande São Paulo, que terão mais água disponível. Assinamos hoje (ontem) o contrato, que obteve mais de 40% de desconto. É uma grande conquista", ressaltou.
O investimento na obra, que deve gerar 1.070 empregos diretos e indiretos, é de R$ 91,7 milhões. "Serão 8,5 quilômetros de adutoras, com oito bombas. A água ofertada será puríssima, originada de uma região na Serra do Mar. A projeção é de que as obras comecem em 60 dias", completou o governador.
Por meio de uma estrutura de bombeamento no ribeirão Sertãozinho, um formador do rio Itapanhaú, a água captada será transferida por tubulação até o reservatório Biritiba Mirim, que faz parte do Sistema Alto Tietê. Dessa forma, a Sabesp terá mais água à disposição para tratar e distribuir às casas, comércios e indústrias.
A captação de água do Itapanhaú será de dois mil litros por segundo na média anual, respeitando a outorga definida e a disponibilidade hídrica da bacia. Essa vazão equivale ao consumo de 600 mil pessoas. O modelo de captação escolhido para a intervenção é semelhante ao usado em Nova York (The Catskill Aqueduct). Há pelo menos 150 anos, a água que abastece os nova-iorquinos vem das montanhas que ficam a cerca de 160 quilômetros da cidade.
Maior oferta
A obra se soma a outras duas construções já em conclusão para aumentar a segurança hídrica e a oferta de água da capital e da Grande São Paulo. O novo Sistema São Lourenço vai produzir 6,4 mil litros por segundo de água para abastecer cerca de dois milhões de pessoas. Já a interligação Jaguari-Atibainha permitirá bombear 5,13 mil litros por segundo, em média, de águas do Vale do Paraíba para o Sistema Cantareira. A obra funcionará também no sentido inverso para aumentar o estoque de água disponível.
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