A Coordenadoria de Regiões da Saúde (CRS) garantiu que fará uma reunião com membros da Secretaria de Saúde e Prefeitura de Mogi na próxima semana para definir quantos leitos a mais a UTI Neonatal da Santa Casa irá receber. Tudo indica que mais dez leitos serão disponibilizados, seguindo o projeto enviado pela Secretaria Municipal de Saúde ao Estado. Neste caso, o investimento será entre
R$ 5 milhões e R$ 6 milhões.
Segundo o coordenador da CRS, Benedicto Accacio Borges Neto, o Estado está acompanhando de perto a situação das gestantes de Mogi das Cruzes e região. "Estamos terminando a análise técnica do projeto enviado pela Secretaria de Saúde de Mogi e sabemos da importância de tomar uma atitude. Na semana que vem nos reuniremos com o Marcello (Cusatis, secretário de Saúde de Mogi) para definir como será feita essa ampliação", explicou Borges Neto, ponderando que, à princípio, talvez seja necessário dividir a ampliação em duas etapas. "Não posso garantir que implantaremos dez leitos de uma vez, isso ainda depende de mais alguns estudos técnicos. Talvez, inicialmente, a ampliação seja para mais cinco leitos e, posteriormente, mais cinco", detalhou o coordenador geral do CRS, garantindo que o monitoramento na situação da maternidade da Santa Casa é constante. "Precisamos de rapidez para resolver essa questão. Temos a Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (Cross) que está atenta ao caso e, se necessário, faremos a transferência das gestantes para Itaquá, Ferraz, Luzia (Hospital Luzia de Pinho Melo), ou qualquer outro ponto que tenha vaga para atender a demanda", afirmou.
Boa notícia
O secretário de Saúde de Mogi, Cusatis, comemorou o rumo que o projeto de ampliação está tomando. "Essa ampliação vai nos ajudar muito. Precisamos disso como medida emergencial. A reunião da semana que vem será muito importante e vamos insistir na implantação de dez leitos, não de cinco. É o mímino que precisamos para comportar nossa equipe médica", disse Cusatis.
Para finalizar, o secretário falou sobre o investimento. "A reforma custará entre
R$ 5 milhões e R$ 6 milhões. Se o Estado quiser fazer a obra, nem precisa repassar a verba para a Santa Casa abrir a licitação. O importante é que a ampliação seja feita", finalizou.
Sobre a construção de uma nova maternidade, a expectativa mínima para que isso aconteça é o ano que vem, já que os trâmites são mais demorados.